Veja o resumo da noticia

  • O crédito imobiliário brasileiro, atualmente em 11% do PIB, tem potencial para superar 12% e alcançar 20%, segundo o ministro das Cidades.
  • A expansão do setor habitacional exige modernização tecnológica, aperfeiçoamento de políticas públicas e diálogo entre governo e setor produtivo.
  • Mudanças no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) impulsionaram o crédito, que cresceu mais de 29% no primeiro semestre de 2026.
  • A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida beneficiou 58 mil famílias e movimentou mais de R$ 18 bilhões em crédito facilitado.
  • O orçamento do FGTS para habitação subiu de R$ 90 bilhões em 2023 para R$ 195 bilhões em 2026, o maior já destinado ao programa.
  • A nova meta do Minha Casa, Minha Vida é contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2026, superando a meta inicial de 2 milhões.
crédito imobiliário no PIB
Visual Vigna

O crédito imobiliário brasileiro passou recentemente de 10% para 11% do Produto Interno Bruto (PIB), mas ainda está abaixo de outros mercados internacionais. No Abecip Summit 2026, realizado na terça-feira (18), o ministro das Cidades, Vladimir Lima, afirmou que o segmento tem espaço para avançar além de 12%. Questionado pelo presidente da Abecip, Michel Cury, sobre a possibilidade de chegar a 20%, disse que o país tem condições de superar esse patamar e o tratou como o mínimo para o futuro.

Expansão exige agenda além do MCMV

Para Lima, o Minha Casa, Minha Vida não pode ser o único motor do setor habitacional. O ministro defendeu modernização tecnológica, aperfeiçoamento das políticas públicas e uma política estruturante para todo o país. Também destacou a importância do diálogo entre governo e setor produtivo para identificar ajustes e ampliar a escala do financiamento. O Ministério das Cidades atua ainda em saneamento, prevenção de riscos, transporte público coletivo e crédito para habitação.

Mudanças no SBPE impulsionaram o crédito

O ministro atribuiu parte da expansão recente às mudanças realizadas em conjunto pelo governo federal, Banco Central e outros órgãos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em 2025, o governo discutiu a liberação do depósito compulsório da poupança para estimular o financiamento de moradias. Segundo Lima, as medidas ajudaram o crédito imobiliário a crescer mais de 29% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Faixa 4 já movimentou mais de R$ 18 bilhões

Com a criação da Faixa 4, para renda de até R$ 13 mil e imóvel de até R$ 600 mil, o Minha Casa, Minha Vida já havia beneficiado 58 mil famílias e movimentado mais de R$ 18 bilhões em crédito imobiliário facilitado.

O orçamento do FGTS destinado à habitação subiu de R$ 90 bilhões em 2023 para R$ 195 bilhões em 2026. O montante inclui recursos do Fundo Social do Pré-Sal e do Orçamento Geral da União e, segundo Lima, forma o maior orçamento já destinado ao programa.

Nova meta é contratar 3 milhões de moradias

O ministro afirmou que o programa mantém uma curva ascendente de contratações e cumpre as metas anuais. A meta inicial de 2 milhões de moradias foi alcançada com um ano e meio de antecedência. Agora, o governo pretende chegar a 3 milhões de unidades contratadas até o fim de 2026. Para Lima, o avanço do MCMV deve caminhar ao lado de uma estrutura mais ampla de crédito e infraestrutura, capaz de sustentar a expansão do setor habitacional.

*Com informações de InfoMoney e Seu Dinheiro

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.