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O mercado de moradia estudantil no Brasil, hoje dominado pela Uliving, ganhou um novo concorrente, e ele conhece bem o adversário. A Hive, comandada por Juliano Antunes, que fundou a Uliving em 2012 e deixou a empresa no ano passado, prepara seu primeiro empreendimento em São Paulo, a poucos passos do portão principal da USP (Universidade de São Paulo).
A proposta da Hive se afasta do modelo que Antunes ajudou a construir na Uliving. Em vez de a empresa ser dona de todo o prédio, a Hive vende leitos individualmente a pequenos investidores, inclusive pessoas físicas, que passam a receber a renda do aluguel. A lógica lembra a de quem compra um apartamento para anunciar no Airbnb, e é justamente esse investidor que a empresa quer atrair.
O modelo já passou por um teste. Em Curitiba, o B41, vizinho à PUC-PR, teve todas as unidades vendidas no lançamento e deve ficar pronto no segundo semestre de 2027. O projeto da USP, com VGV (Valor Geral de Vendas) estimado em R$ 100 milhões, chega ao mercado em novembro, com 40% da operação financiados pelo fundo imobiliário QTZD11, estruturado pela Quartzo Capital.
Em sociedade com a incorporadora Altma, a Hive planeja outros 13 empreendimentos até 2029, espalhados por nove cidades do Sul e do Sudeste, num total projetado de R$ 1,1 bilhão.
O investidor não precisa administrar nada, já que a Hive cuida da locação e da manutenção. Esse pacote, segundo a Altma, permitiu vender o metro quadrado do B41 por mais que o dobro da média do bairro.
Para os sócios, a conta fecha pela densidade. Um quarto compacto com duas camas gera mais receita do que o mesmo espaço vendido como metragem convencional. Segundo a Quartzo, essa rentabilidade por metro quadrado ajuda a driblar os juros altos e o custo de obra que travam o aluguel residencial no país.







