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Veja o resumo da notícia
- O mercado imobiliário do Recife e RMR movimentou R$ 2,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026.
- Apesar da queda de 9,8% nas vendas, o volume financeiro cresceu 12,3% devido à valorização dos imóveis.
- O segundo trimestre de 2026 registrou forte atividade, com 4.018 apartamentos vendidos e 4.038 unidades lançadas.
- Recife representou 56% das vendas e 56,8% dos lançamentos no terceiro trimestre, com 2.481 unidades comercializadas.
- O programa Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 73,9% dos lançamentos e 65,6% das vendas no período.
- O preço médio por unidade vendida subiu para R$ 509 mil no terceiro trimestre, com valorização dos imóveis de um dormitório.

O mercado imobiliário do Recife e da Região Metropolitana movimentou R$ 2,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026. Apesar da queda de 9,8% nas vendas em relação ao trimestre anterior, o volume financeiro cresceu 12,3%, puxado pela valorização dos imóveis.
O resultado integra o levantamento setorial apresentado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco, com indicadores sobre vendas, lançamentos, estoque, velocidade de comercialização e preços.
Segundo trimestre abriu caminho
O resultado do terceiro trimestre sucede um período de forte atividade. Entre abril e junho de 2026, foram vendidos 4.018 apartamentos no Recife e na Região Metropolitana, alta de 34% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e de 35% ante o primeiro trimestre, segundo a Brain Inteligência Estratégica para a Ademi-PE.
Os lançamentos também aceleraram: 4.038 unidades chegaram ao mercado no segundo trimestre, contra 1.667 nos três primeiros meses do ano, avanço de 142,2%. O Valor Geral de Lançamentos passou de R$ 892 milhões para R$ 1,88 bilhão, crescimento de 111,8%.
Capital x região metropolitana
No terceiro trimestre, Recife representou 56% das vendas e 56,8% dos lançamentos. Na capital, foram comercializadas 2.481 unidades, recuo de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com faturamento de R$ 1,37 bilhão. Na Região Metropolitana, as vendas somaram 1.946 unidades, caíram 19,5%.
Habitação econômica ganha espaço
O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 73,9% dos lançamentos e 65,6% das vendas no terceiro trimestre. No Recife, foram 1.463 unidades comercializadas, o maior volume da série histórica iniciada em 2022.
Mesmo com a participação do segmento econômico, o preço médio por unidade vendida subiu de R$ 409 mil entre abril e junho para R$ 509 mil no terceiro trimestre. Os imóveis de um dormitório lideraram a valorização na capital, atingindo R$ 16.982 por metro quadrado, aumento de 8,1% na comparação dos períodos.
O que acompanhar
O total de R$ 2,25 bilhões no terceiro trimestre mostra que o setor continua movimentando cifras relevantes. A sustentabilidade desse ritmo dependerá da combinação entre demanda, financiamento e adequação dos produtos ao perfil de renda dos compradores.
Metodologia do levantamento
O volume financeiro confirma a relevância do Grande Recife para o setor pernambucano. Os dados acompanham o mercado formal de imóveis novos nas localidades pesquisadas e não representam todas as transações imobiliárias realizadas no estado, como vendas de usados ou negócios fora da amostra.
*Com informações de Folha de Pernambuco







