Veja o resumo da notícia
- A Geração Z ainda almeja a casa própria, mas a vê como projeto de longo prazo, não investimento.
- Pesquisa Retratos do Morar aponta que 50% da Geração Z quer imóvel, mas só 14% o veem como investimento.
- O custo de imóveis na Grande São Paulo subiu mais de 80% entre 2000 e 2006, dificultando o acesso.
- O preço médio do m² no país em 2025 era de R$ 9.600, enquanto o rendimento médio era de R$ 3.600.
- Muitos jovens da Geração Z priorizam reserva de emergência e aplicações líquidas antes da compra do imóvel.
- Apenas 12% da Geração Z já poupa para aposentadoria, mas 66% pretende iniciar uma reserva previdenciária.

A geração Z – nascidos entre 1997 e 2012 – ainda quer comprar a casa própria, mas trata esse objetivo como um projeto de longo prazo e não uma opção de investimento, mostra reportagem da Folha. Antes de financiar, muitos jovens procuram formar uma reserva, reunir a entrada e organizar uma parcela compatível com a renda. Nesse percurso, aplicações líquidas e conservadoras ganham espaço.
Intenção de compra não vira investimento
A pesquisa Retratos do Morar, feita pela Ipsos-Ipec para o Grupo QuintoAndar em 2025, mostra essa diferença. Metade da geração Z pretende adquirir um imóvel nos próximos anos, o maior percentual entre as gerações. Porém, apenas 14% consideram o imóvel uma opção de investimento, o menor índice entre as faixas etárias. O custo inicial, o financiamento longo e a baixa liquidez ajudam a explicar o contraste.
Acesso ficou mais difícil
A barreira não se limita à percepção. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) citado na reportagem mostra que o preço médio real de um apartamento de 105 m² na Grande São Paulo passou de cerca de R$ 194 mil, em 2000, para R$ 353 mil, em 2006. A alta superou 80% em seis anos.
Em dezembro de 2025, o Índice FipeZAP apontava preço médio anunciado de R$ 9.600 por m² no país, enquanto o rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas era de R$ 3.600. Os indicadores medem grandezas diferentes, mas ilustram o desafio de acumular recursos para a entrada.
Reserva e aposentadoria entram na mesma conta
O psicólogo Henrique Pasquin, de 26 anos, afirma que hoje prioriza uma reserva de emergência e aplicações como CDBs. Ele não se vê reunindo capital para comprar um imóvel antes de uma década. Já Pedro Fonseca, estudante de Economia de 22 anos, combina ações, Tesouro e fundos imobiliários com foco na aposentadoria. Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima com o Datafolha, 66% da geração Z ainda não começou uma reserva previdenciária, mas pretende começar; 12% já poupam para esse objetivo.
*Com informações de Folha de S.Paulo







