Veja o resumo da notícia
- O HomeCash oferece liquidez imediata ao proprietário que vende o imóvel, mas permanece como inquilino com opção de recompra.
- A modalidade difere do home equity, pois a propriedade do imóvel muda efetivamente de mãos.
- A Rooftop já alocou R$ 350 milhões em operações, com 75 imóveis ativos e valor médio de R$ 1,92 milhão.
- O valor médio liberado aos proprietários é de R$ 1,15 milhão, cerca de 60% do valor dos ativos.
- O custo total médio do HomeCash equivale a 2,9% ao mês sobre o valor liberado, incluindo aluguel de 0,7%.
- Cerca de 30% dos clientes recompram o imóvel, enquanto os demais optam pela venda a terceiros.
- A escolha entre HomeCash e home equity exige cautela, com comparação de custos e riscos para proprietários e investidores.

O HomeCash tenta ocupar um espaço entre a venda convencional e o crédito com garantia de imóvel. A lógica é semelhante ao sale and leaseback usado por empresas: o proprietário vende a residência, recebe liquidez imediata, permanece no endereço como inquilino e preserva, conforme o contrato, uma opção de recompra.
A diferença para o home equity é central: não há apenas uma garantia real sobre o ativo. A propriedade efetivamente muda de mãos.
Liquidez imediata tem desconto e aluguel
Segundo dados fornecidos pela Rooftop à Forbes, a empresa já alocou aproximadamente R$ 350 milhões em operações e mantém 75 imóveis ativos, com valor médio de R$ 1,92 milhão. O valor médio liberado aos antigos proprietários é de R$ 1,15 milhão, cerca de 60% do valor dos ativos.
Além do preço de recompra, o cliente paga aluguel enquanto permanece no imóvel. A companhia informa custo médio total equivalente a 2,9% ao mês, calculado linearmente sobre o valor liberado, e aluguel médio de cerca de 0,7% ao mês sobre esse montante.
Sete em cada dez operações terminam em venda
A possibilidade de recompra é um dos principais atrativos comerciais, mas não é o desfecho mais comum. Segundo o histórico informado pela Rooftop, cerca de 30% dos clientes recompram o imóvel e os demais encerram a operação com venda a terceiros.
Na prática, o produto funciona muitas vezes como uma forma de ganhar tempo para reorganizar dívidas ou evitar uma venda forçada em condições desfavoráveis. Parte da demanda vem de donos de imóveis de alto padrão que possuem um patrimônio relevante, mas enfrentam dívidas, restrições de liquidez ou necessidades urgentes de caixa.
Comparação com home equity exige cautela
O mercado de HomeCash ainda não possui estatísticas consolidadas e os principais dados disponíveis vêm das empresas que operam o modelo. Já o home equity tinha carteira de R$ 34,1 bilhões em junho de 2026, segundo números citados pela Forbes com base na Abecip.
Para o proprietário, a escolha envolve comparar custos, risco de perder definitivamente o imóvel, aluguel, eventual recompra e alternativas de crédito. Para o investidor, o risco está na liquidez futura do ativo caso o antigo dono não exerça a opção de recompra.
*Com informações de Forbes







