Veja o resumo da notícia
- Preço de imóveis residenciais subiu 0,53% em agosto, superando a inflação no acumulado do ano.
- O índice FipeZap registrou alta de 3,44% de janeiro a agosto, enquanto o IPCA ficou em 3,02%.
- A valorização dos imóveis também superou o IGP-M, que avançou 1,85% no mesmo período.
- Imóveis de três dormitórios tiveram a maior valorização em agosto, com alta de 0,63%.
- Vitória liderou a alta entre as capitais em agosto (+1,31%) e no acumulado do ano (+10,24%).

O preço de imóveis residenciais manteve a trajetória de alta em agosto e passou a acumular valorização superior à inflação no ano. Segundo o índice FipeZap, os valores anunciados do metro quadrado subiram 0,53% no mês, acima do avanço de 0,46% em julho. No acumulado de janeiro a agosto, o aumento acumulado chegou a 3,44%, ante 2,89% até julho.
O movimento ocorre em um cenário de perda de fôlego da inflação. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,40% em agosto, depois de avançar 0,06% em julho.
Com isso, no acumulado do ano, o preço de imóveis passou a superar a inflação. O FipeZap acumula alta de 3,44%, enquanto o IPCA, considerando o resultado até julho acrescido do IPCA-15 de agosto, está em 3,02%. É uma inversão do cenário observado um mês antes, quando a inflação ganhava da valorização do preço de imóveis, de 3,43% a 2,89%.
A alta dos imóveis de janeiro a agosto também ficou acima do IGP-M, referência no reajuste de contratos de aluguel, que sobe 1,85% no período.
O FipeZap pesquisa o valor anunciado de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, incluindo 22 das capitais, e não reflete o preço de transação.
Entre os tipos de imóveis, os de três dormitórios tiveram a maior valorização em agosto, de 0,63%. As unidades de quatro ou mais dormitórios apresentaram a menor alta, de 0,29%.
Capitais com maior alta nos preços de imóveis em agosto e no acumulado de 2026
Entre as capitais, Vitória apresentou a maior valorização em agosto, com alta de 1,31%, seguida por Brasília (+1,28%) e Aracaju (+1,07%). Ao todo, 18 das 22 capitais monitoradas registraram alta no mês. Rio de Janeiro e Goiânia tiveram avanço de 0,77%, enquanto São Paulo subiu 0,37%. Na outra ponta, Curitiba teve queda de 0,25%, Campo Grande e Belém recuaram 0,19% cada, e Belo Horizonte caiu 0,08%.
No acumulado de 2026, Vitória também lidera entre as capitais, com alta de 10,24%, seguida por Manaus (+9,19%) e Aracaju (+8,15%). O Rio de Janeiro acumula valorização de 3,55%, enquanto São Paulo registra alta de 2,07%. Veja a lista completa considerando o recorte de janeiro a agosto.
- Vitória (ES): +10,24%
- Manaus (AM): +9,19%
- Aracaju (SE): +8,15%
- Salvador (BA): +7,27%
- Florianópolis (SC): +6,05%
- Brasília (DF): +5,88%
- Fortaleza (CE): +5,62%
- Teresina (PI): +5,54%
- Natal (RN): +5,33%
- Recife (PE): +5,04%
- João Pessoa (PB): +5,03%
- Goiânia (GO): +4,79%
- Campo Grande (MS): +4,16%
- Belém (PA): +4,00%
- São Luís (MA): +3,89%
- Rio de Janeiro (RJ): +3,55%
- Maceió (AL): +3,54%
- Cuiabá (MT): +3,49%
- Média FipeZap: +3,44%
- IPCA (IBGE): +3,02%
- São Paulo (SP): +2,07%
- Curitiba (PR): +0,06%
- Porto Alegre (RS): +0,01%
- Belo Horizonte (MG): +0,01%







