Veja o resumo da notícia

  • A inadimplência em contratos de aluguel administrados por imobiliárias caiu para 3,05% em julho.
  • O índice é o menor desde junho de 2023, segundo dados da Superlógica.
  • A presença de fiadores recuou de 60% para 25%, enquanto garantias pagas subiram de 4% para 37%.
  • A análise de crédito pelas empresas de garantia contribui para a queda da inadimplência.
  • Contratos de até R$ 1 mil e regiões Norte e Nordeste registram maiores taxas de atraso.
inadimplência no aluguel
ArLawKa AungTun/iStock

A parcela de contratos de aluguel com atraso de 60 dias ou mais caiu para 3,05% em julho, ante 3,76% no mesmo mês de 2025. Segundo a Superlógica, esse é o menor índice desde junho de 2023. O indicador considera apenas contratos administrados por imobiliárias e, portanto, não mede a inadimplência de locações fechadas diretamente entre proprietários e inquilinos.

Fiador cede lugar a garantias pagas

Nos contratos gerenciados pela empresa, a presença do fiador recuou de 60% em 2017 para 25%. No mesmo período, a participação de garantias pagas, como seguro-fiança e fiança onerosa, subiu de 4% para 37%.

Para os proprietários, esses produtos podem simplificar a cobertura de prejuízos quando há falta de pagamento. Para o locatário, acrescentam uma despesa que, diferentemente do depósito caução, em geral não é restituída ao término do contrato. No seguro-fiança, o custo anual pode equivaler a um a três aluguéis mensais.

Análise de crédito altera a amostra

Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica, atribui parte da queda da inadimplência à análise de capacidade de pagamento feita pelas empresas que oferecem garantias. O filtro pode barrar candidatos com menor fôlego financeiro e reduzir os atrasos entre os contratos aprovados. Quem não passa pela análise pode buscar imóveis com outras garantias ou negociar fora da intermediação formal.

Preço do aluguel e região importam

Os contratos residenciais de até R$ 1 mil registram inadimplência de 5,99%; nos comerciais dessa mesma faixa, o índice chega a 7,27%. Há diferenças regionais: Sul, Sudeste e Centro-Oeste marcam 2,67%, 2,78% e 2,80%, respectivamente, enquanto Norte e Nordeste alcançam 4% e 4,88%. Para imobiliárias, a leitura do índice exige separar valor do aluguel, localização, modalidade de garantia e universo observado.

*Com informações de Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.