
O mercado imobiliário de Minas Gerais encerrou 2025 com crescimento de 20% nas vendas, resultado que superou as expectativas iniciais do setor. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Sindimóveis), Paulo Dias.
O avanço nas vendas superou a rentabilidade da poupança e outros investimentos tradicionais. Os loteamentos, especialmente os condomínios, foram destaque, concentrando grande parte da demanda.
Os condomínios de alto luxo tiveram crescimento estimado de 21%. Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), como Nova Lima, Lagoa Santa, Vespasiano e Capim Branco, registraram grande volume de lançamentos e vendas.
Fatores para o desempenho positivo
Para o presidente do Sindimóveis, três fatores principais explicam o resultado. O primeiro é a expectativa de queda da taxa Selic, que teria contribuído para melhores condições de financiamento. O segundo são os programas habitacionais, que ampliaram o acesso ao crédito.
Em 2025, o governo federal lançou o Programa Reforma Casa Brasil e implementou a Faixa 4 no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada para a classe média.
O terceiro fator é o avanço tecnológico. Ferramentas como inteligência artificial, imagens de drone, vídeos digitais e contratos eletrônicos reduziram prazos e ampliaram o alcance das vendas até para clientes de fora do país.
Empresas registram resultados recordes
Na imobiliária Céu-Lar Netimóveis, o crescimento de 20% também surpreendeu. Segundo a diretora de estratégia, Adriana Magalhães, o resultado superou cenário inicial conservador.
Na Direcional Engenharia, 2025 tem sido o melhor ano da história da empresa. O diretor de Relação com Investidores, Paulo Henrique Martins de Sousa, informa receita líquida acumulada de R$ 3,1 bilhões até setembro, crescimento de 29% em relação a 2024.
Revitalização do centro de BH anima setor
A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em dezembro o requerimento que acelera a tramitação do Projeto de Lei 574/2025, que cria a Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro.
A proposta estabelece novos critérios para uso do solo e concede isenções tributárias aos empreendedores para estimular a requalificação da região.
* Com informações do Diário do Comércio

