Veja o resumo da noticia

  • Mitre Realty expande atuação para o Minha Casa Minha Vida como sócia passiva.
  • Juros elevados pressionam o segmento de média renda, impulsionando novas estratégias.
  • O segmento de alta renda mantém o DNA da empresa e gera recorde de VGV.
  • Lucro líquido e margens brutas da companhia demonstram recuperação consistente.
Porto Belo mercado imobiliário de luxo
cifotart/iStock

A Mitre Realty prepara sua entrada no Minha Casa, Minha Vida (MCMV) depois de quase seis décadas concentrada nos segmentos de média e alta renda. A estratégia da incorporadora é atuar como sócia passiva em projetos conduzidos por um parceiro especializado, que ainda será anunciado.

Para isso, a companhia já comprou dois terrenos enquadrados na Faixa 3 do programa – que prevê imóveis de até R$ 400 mil e famílias com renda de até R$ 9.600. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado dos projetos é de R$ 600 milhões, com os primeiros lançamentos para o início de 2027.

Juros pressionam o negócio de média renda

A movimentação ocorre num momento mais delicado para a média renda, que representa 30% do negócio da Mitre e sente com mais força o ambiente de juros elevados. Segundo o CEO, Fabrício Mitre, em reportagem da Bloomberg Línea, a empresa pretende ampliar o landbank nesse segmento até o fim do ano. A aposta é que o MCMV pode oferecer uma alternativa de expansão num mercado em que o crédito mais caro vem limitando a demanda tradicional.

Alta renda sustenta o recorde de VGV

Ao mesmo tempo, a companhia afirma que pretende preservar o DNA da operação focado na alta renda. Esse segmento respondeu por 70% do negócio e garantiu o VGV recorde do primeiro trimestre de 2026, de R$ 917 milhões, concentrado em um único empreendimento de alto padrão em Pinheiros.

Para o resto do ano, a incorporadora prevê mais dois lançamentos de alta renda, somando cerca de R$ 800 milhões em VGV, com possibilidade de um terceiro projeto no quarto trimestre.

Lucro e margens seguem em recuperação

A Mitre reportou lucro líquido de R$ 18,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 63,6% na comparação anual. A margem bruta ajustada subiu para 34,9%, avanço de 1,3 ponto percentual, e acumulou o sétimo trimestre consecutivo de melhora desde o início de 2024. Já a margem bruta contábil chegou a 28,5%, alta de 2 pontos percentuais. Segundo a companhia, a margem já avançou 7 pontos percentuais desde janeiro de 2024 e retornou aos níveis históricos.

*Com informações de Bloomberg Línea

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.