Veja o resumo da noticia

  • Projeto da nova sede do governo de SP em Campos Elíseos impulsiona o mercado imobiliário local, com aumento nos valores de aluguel.
  • Levantamento aponta alta de 21% no valor do aluguel residencial próximo ao futuro centro administrativo nos últimos 12 meses.
  • Incorporadoras planejam novos lançamentos residenciais na região central, motivadas pelo projeto estadual de R$ 6 bilhões.
  • O projeto prevê a construção de um complexo administrativo para concentrar secretarias e órgãos do governo paulista até 2031.
  • Empresas do setor imobiliário avaliam lançamentos residenciais, visando a ampliação da demanda por moradia e serviços.
  • Concentração de funcionários públicos e investimentos urbanos estimulam projetos habitacionais e de uso misto na área central.
nova sede do governo de São Paulo
Matheus Silva/iStock

O projeto de instalação da nova sede do governo de São Paulo no bairro de Campos Elíseos, no centro da capital, já provoca mudanças no mercado imobiliário local. Dados recentes indicam aumento nos valores de aluguel na região, enquanto incorporadoras preparam novos lançamentos residenciais no entorno do futuro complexo administrativo.

Aluguéis sobem com expectativa de revitalização

Levantamento do Grupo OLX — responsável pelos portais ZAP, Viva Real e OLX — a pedido do Broadcast mostra que o valor pedido de aluguel residencial em um raio de 1 quilômetro do futuro centro administrativo subiu 21% nos últimos 12 meses. No mesmo período, o aumento médio na região central da cidade foi de 5%.

Já os preços de venda apenas acompanharam a inflação. Os valores pedidos para compra de imóveis residenciais próximos ao projeto avançaram 4%, enquanto a média do centro registrou alta de 3% no mesmo intervalo.

Incorporadoras planejam lançamentos no centro

Paralelamente ao aumento da demanda por locação, incorporadoras começaram a estruturar novos empreendimentos na região central impulsionadas pelo projeto estadual.

O plano, de R$ 6 bilhões, prevê a construção de um complexo administrativo na região da Praça Princesa Isabel, que deverá concentrar secretarias e órgãos do governo paulista. O prazo para entrega é até 2031.

A expectativa é reunir cerca de 22 mil servidores públicos no local quando o projeto estiver concluído.

Diante desse movimento, empresas do setor imobiliário passaram a avaliar lançamentos residenciais próximos à futura sede, apostando na ampliação da demanda por moradia e serviços no entorno. “A demanda já vem crescendo e vai crescer ainda mais com as notícias recentes”, afirma ao Broadcast o presidente-executivo do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ely Wertheim.

A perspectiva de concentração dos funcionários públicos e de investimentos urbanos é vista pelas incorporadoras como fator de estímulo a projetos habitacionais e de uso misto na área central da capital paulista. A dissolução da Cracolândia e o reassentamento dos moradores da favela do Moinho também impactaram positivamente a região.

A Plano & Plano tem quatro terrenos na região para projetos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). A Cury tem dois empreendimentos no Bom Retiro, um na rua Solon, ao lado da Favela do Moinho, já em obras, e outro na Rua Matarazzo. A mineira Astus também manifestou interesse em comprar terrenos na região.

*Com informações do Broadcast e UOL/Estadão Conteúdo

Time Portas

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.