Veja o resumo da notícia

  • Aumento da inflação dos custos condominiais impacta o orçamento familiar em 2025, com altas expressivas em diversas cidades e bairros do país.
  • Curitiba apresenta o maior crescimento médio nas taxas, enquanto bairros de São Paulo lideram os maiores aumentos percentuais.
  • Mudanças na composição dos anúncios, como novos condomínios, podem explicar altas expressivas em locais de menor valor.
  • Jardim Europa lidera o ranking dos condomínios mais caros, seguido por Higienópolis e Jardim América, ambos em São Paulo.
  • Rio de Janeiro também se destaca com condomínios de alto valor em Ipanema e Lagoa, além de Riviera de São Lourenço e Alphaville.
taxas de condomínio
Imagem: Tinnakorn Jorruang/iStock

A inflação dos custos condominiais continuou impactando o orçamento das famílias em 2025. Um levantamento da Loft, em reportagem do Valor Investe, apontou que o valor das taxas de condomínio aumentou significativamente em vários bairros do país. Em quatro deles, houve uma alta de 100% no último ano.

Segundo o levantamento, das 20 taxas mais caras entre as cidades mapeadas, 11 estão na capital paulista e seis no Rio de Janeiro. Curitiba apresentou o maior crescimento médio no valor das taxas, com variação de 25%. No entanto, quando analisados bairros específicos, os aumentos foram ainda mais expressivos.

Os maiores aumentos por bairro

Os bairros da Penha (tíquete médio de R$ 620,5 mil em jan/26) e Vila Formosa ( R$ 1,2 milhão em jan/26) na cidade de São Paulo, lideraram os aumentos da taxa de condomínio – elevação de 100% nos valores mensais em 2025. Santa Amélia (R$ 905,3 mil) , em Belo Horizonte, e Uberaba (R$ 889,8 mil), em Curitiba, também registraram o mesmo salto percentual.

No ranking geral de crescimento, com as maiores altas, nove bairros estão localizados em São Paulo. Outros destaques são Belo Horizonte e o Distrito Federal, que aparecem com dois bairros cada.

De acordo com Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, esses aumentos podem ser explicados por mudanças na composição dos anúncios. “Pequenas alterações, como a entrada de condomínios-clube ou empreendimentos novos, podem elevar a média de forma intensa em locais onde o valor inicial era baixo”, explica.

Takahashi ainda afirma que o impacto dessas taxas vai além da valorização dos imóveis, influenciando diretamente as escolhas de quem decide comprar ou alugar. Nos bairros de alto padrão, o peso dessas despesas está associado à oferta de lazer, segurança e serviços, o que ajuda a justificar os valores mais elevados.

As taxas de condomínio mais altas do Brasil

Quando o assunto é valor absoluto de condomínio, São Paulo e Rio de Janeiro dominam o topo da lista.

O Jardim Europa, na capital paulista, manteve-se no topo da lista, com preço médio do condomínio em R$ 3,5 mil/jan 2026, alta de 52%. O bairro é seguido por Higienópolis (R$ 2,6 mil) e Jardim América (R$ 2,6 mi).

No Rio de Janeiro, Ipanema e Lagoa lideram com taxas de R$ 2,2 mil e R$ 2,1 mil, respectivamente. Entre os destaques fora das grandes capitais, Riviera de São Lourenço (R$ 2,2 mil), em Bertioga, e Alphaville (R$ 1,9 mil), em Santana de Parnaíba, aparecem como regiões com valores mais elevados.

O estudo foi realizado com base em 280 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais das 50 maiores cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Foram consideradas apenas localidades com no mínimo 100 anúncios ativos em janeiro de 2026, comparando os valores médios de condomínio com o mesmo período de 2025.

*Com informações de Valor Investe

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)