Veja o resumo da notícia

  • Queda nos lançamentos imobiliários residenciais no primeiro trimestre.
  • Retração motivada por novas regras do programa Minha Casa Minha Vida.
  • Represamento de projetos para aproveitar condições atualizadas do MCMV.
  • Movimento sazonal de baixa nos lançamentos no início do ano.
  • Aumento das vendas de imóveis, incluindo o segmento MCMV.
  • Crescimento da oferta e estoque total de unidades no mercado imobiliário.
  • Expectativa de arrefecimento nos lançamentos para classe média e alta.
lançamentos imobiliários
Cenas Brasileiras/iStock

Os lançamentos imobiliários residenciais no Brasil caíram 5% no primeiro trimestre, para 97,8 mil unidades, segundo dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e do Secovi-SP.

A retração ocorreu em meio às mudanças nas regras do MCMV (Minha Casa Minha Vida), que levaram parte das incorporadoras a adiar projetos para usar novas condições do programa. A criação da Faixa 4 permite imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

No MCMV, os lançamentos recuaram 10%, para 48,6 mil unidades. As novas regras foram anunciadas em março, mas entraram em vigor no fim de abril.

“Houve um represamento de lançamentos para aproveitar a implementação dos novos valores de teto de imóveis e de renda”, disse Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, ao Metro Quadrado.

Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 32%. Segundo o Secovi-SP, o movimento é comum no início do ano, por causa de férias, carnaval e sazonalidade.

“Por conta das férias, carnaval e do início do ano, o primeiro tri é quando temos menos lançamentos. Então a queda não nos preocupa porque sempre acontece”, afirmou Petrucci.

Vendas e estoque no mercado imobiliário

Apesar da queda nos lançamentos, as vendas de imóveis subiram 4,1% ante o primeiro trimestre de 2025, segundo a CBIC. Norte e Centro-Oeste cresceram cerca de 11% cada.

No MCMV, as vendas avançaram 10%. A oferta do programa chegou a 129,7 mil unidades, com estoque equivalente a pouco menos de 8 meses de vendas.

No mercado total, a oferta cresceu 8,2% em relação ao ano anterior. O estoque ficou em pouco menos de 10 meses de vendas.

“Sempre nos perguntam qual é o número ideal e entendemos que vai de 20 até 24 meses, porque esse é o tempo de uma obra. Então, apesar de ter subido, o estoque está baixo”, diz Petrucci.

Para a classe média e média-alta, o Secovi-SP espera arrefecimento nos lançamentos, diante das condições macroeconômicas e da taxa de juros.

*Com informações do Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.