Veja o resumo da noticia

  • Obras da COP 30 impulsionaram valorização imobiliária em Belém, afetando áreas próximas a novas infraestruturas.
  • A locação de imóveis em Belém demonstrou uma valorização mais rápida e acentuada que a venda.
  • Bairros tradicionais de Belém registraram mudança no patamar de preços e perfil de empreendimentos.
  • A valorização do mercado imobiliário em Belém levanta preocupações sobre gentrificação e especulação.
valorização de imóveis em Belém após a COP 30
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As obras realizadas para a COP 30 passaram a repercutir diretamente no mercado imobiliário de Belém. Segundo corretores e moradores ouvidos pela reportagem de O Liberal, imóveis localizados no entorno das intervenções tiveram valorização de até 30% no valor de venda. O movimento foi observado especialmente em terrenos próximos a avenidas, canais e mercados revitalizados, reforçando a relação entre infraestrutura urbana e reposicionamento de preços.

Aluguel reagiu mais rápido que venda

Na leitura dos profissionais do setor, o impacto mais forte apareceu primeiro na locação. Claudia Craveiro, corretora de imóveis e conselheira do Creci Pará, afirma que os aluguéis dispararam durante a COP 30, em alguns casos, mais de 60%. Segundo ela, esse ganho não desapareceu com o fim da conferência. O gestor de vendas Valter Matos também observa valorização no mercado de compra e venda, mas de forma mais gradual do que a registrada no aluguel.

Bairros tradicionais mudam de patamar

O avanço de preços já alterou a percepção sobre bairros como São Brás, Marco e Marambaia. Em São Brás, empreendimentos de alto padrão passaram a ganhar espaço, com imóveis entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão. Na Marambaia, apartamentos que antes custavam R$ 400 mil agora chegam a R$ 600 mil. Moradores também relatam ganhos expressivos: no bairro do Marco, a valorização percebida por um proprietário ficou entre 30% e 40% após a compra.

Valorização amplia risco de gentrificação

O movimento também traz efeitos colaterais. Corretores alertam para a pressão sobre antigos inquilinos, a substituição gradual de moradores por perfis de maior renda e o risco de especulação imobiliária. Valter Matos observa que o processo pode impactar o IPTU no médio prazo, via atualização do valor venal. Já o morador André Salgueiro acredita que o mercado tende a encontrar um limite depois da alta recente, embora ainda veja espaço para algum reajuste adicional.

Com informações de O Liberal

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.