Veja o resumo da notícia

  • Lançamentos de médio e alto padrão no interior paulista cresceram 39% no primeiro trimestre de 2025.
  • O menor custo de terrenos no interior permite imóveis maiores com mais áreas de lazer e boa localização.
  • A demanda por imóveis de alta renda sustenta o mercado, com 51% dos entrevistados planejando comprar.
  • A Lopes registrou aumento de 120% nas vendas de médio e alto padrão no interior no primeiro trimestre.
  • A verticalização de alto padrão avança no interior, com Campinas sendo um exemplo de mercado forte.
médio e alto padrão no interior de SP
Pedro Truffi/iStock

A escassez de terrenos e os juros altos limitam novos projetos de médio e alto padrão na cidade de São Paulo, mas o interior paulista vive um ciclo mais favorável. No primeiro trimestre, os lançamentos desses segmentos cresceram 39% frente ao mesmo período de 2025, para cerca de 7,1 mil unidades. As vendas subiram 25%, alcançando R$ 7,3 bilhões, segundo dados do Secovi-SP em parceria com a Brain Consultoria.

Terreno muda a conta do produto

O menor custo de aquisição de terrenos permite que incorporadoras desenvolvam imóveis maiores, com mais áreas de lazer e localização em regiões valorizadas. Celso Petrucci, diretor de economia do Secovi-SP, afirmou ao Metro Quadrado que há empreendimentos vendidos no interior a R$ 15 mil ou R$ 20 mil por metro quadrado, sinal de força mesmo com restrições de financiamento para a classe média.

Demanda de alta renda sustenta perspectiva

A pesquisa analisou 42 cidades do interior paulista que somam 16,4 milhões de habitantes, ou cerca de 35% da população do estado. As projeções do Secovi-SP indicam demanda aquecida nos próximos trimestres e no início de 2027. Entre famílias com renda superior a R$ 20 mil por mês, 51% dos entrevistados declararam intenção de comprar um imóvel nos próximos meses.

Lopes vê expansão nas praças regionais

Na LLI, vertical da Lopes dedicada ao interior, as vendas de médio e alto padrão mais do que dobraram – alta de 120% – no primeiro trimestre, ante igual período de 2025. Para Paulo Pinheiro, diretor-executivo da LLI, a procura por produtos de classe média ganhou força com mais lançamentos e parcerias entre incorporadoras da capital e empresas regionais. A companhia espera negociar cerca de R$ 170 milhões em VGV neste ano, alta de 50% sobre 2025.

Verticalização ganha espaço

Embora o interior siga forte em condomínios horizontais, a verticalização de alto padrão avança ano após ano. Campinas é citada como exemplo de mercado com edifícios de altíssimo padrão, nos quais acabamento, serviços e segurança pesam tanto quanto preço e metragem. Ainda assim, parte dos empresários avalia adiar projetos para 2027 por cautela com o cenário político às vésperas da eleição presidencial.

*Com informações de Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.