Veja o resumo da notícia

  • Estrangeiros ampliam a compra de imóveis no Rio de Janeiro e Santa Catarina, impulsionados por câmbio e turismo.
  • Imóveis compactos em Ipanema e Leblon têm 30% das vendas para estrangeiros, e argentinos compram 83% dos imóveis na planta em Florianópolis.
  • A Lobie registrou aumento da participação estrangeira em sua carteira, passando de 2% para 18% em três anos.
  • Resolução do CNIg permite residência mediante compra de imóvel no valor mínimo de R$ 1 milhão, com recursos do exterior.
  • Brasil é o terceiro país com mais anúncios no Airbnb, com Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis liderando em número de hospedagens.
  • Bombinhas e Balneário Camboriú apresentam alta concentração de anúncios por km², com aumento da participação de hóspedes estrangeiros.
  • Decisão do STJ exige aprovação de condôminos para estadias curtas, enquanto aluguéis sobem 9% em Florianópolis.
  • Cidades como Barcelona, Canadá e Nova York implementam restrições para conter a pressão sobre o mercado imobiliário local.
compra de imóveis por estrangeiros
marchello74/iStock

Estrangeiros ampliaram a compra de imóveis no Rio de Janeiro e em Santa Catarina nos últimos anos. Câmbio, turismo e aluguel por plataformas explicam o movimento, que também pressiona locações residenciais.

O Brasil recebeu 9,2 milhões de visitantes estrangeiros em 2025. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram 4,9 milhões, destaca reportagem da Deustch Welle publicada pelo G1.

Imóveis compactos atraem investidores estrangeiros

Segundo Claudio Hermolin, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), estrangeiros compraram 30% dos compactos recém-lançados em Ipanema e Leblon.

Em Florianópolis, levantamento citado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC) apontou que argentinos responderam por 83% das vendas analisadas, principalmente de imóveis na planta.

No Senna Tower, em Balneário Camboriú, 16% dos apartamentos vendidos foram adquiridos por estrangeiros.

A Lobie informou que a participação estrangeira em sua carteira passou de 2% para 18% em três anos. A empresa administra cerca de 1.620 estúdios desses investidores.

Uma resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) permite solicitar residência mediante compra de imóvel. O investimento mínimo é de R$ 1 milhão, com recursos próprios vindos do exterior.

Airbnb amplia demanda e pressão sobre aluguéis

O Brasil é o terceiro país com mais anúncios no Airbnb, atrás de Estados Unidos e França. Na plataforma AirDNA, Rio de Janeiro supera 60 mil anúncios, São Paulo tem mais de 61 mil e Florianópolis, 36 mil.

Bombinhas reúne mais de 10 mil anúncios para cerca de 25 mil habitantes. A concentração chega a 210,3 anúncios por km². Balneário Camboriú registra 138,8 por km² e mais de 10 mil unidades ativas. Entre os hóspedes no país, a participação externa passou de menos de 10%, em 2021, para mais de 20% no último ano.

Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que estadias de curta temporada em condomínios residenciais dependem de aprovação de dois terços dos condôminos. A decisão pode afetar os anúncios em plataformas.

Enquanto isso, a maior procura por imóveis para locação tem pressionado o preço. Em Florianópolis, por exemplo,os aluguéis subiram 9% no último ano.

Depois de sofrer vários anos com a alta dos aluguéis, a turística Barcelona decidiu proibir a modalidade a partir de 2028. A cidade espanhola tem hoje 26 mil anúncios em plataformas de curta temporada. O Canadá baniu em 2023 a compra de propriedades por cidadãos de outras nacionalidades, medida que deve vigorar ao menos até 2027.

Já Nova York decidiu limitar a concentração de muitas hospedagens com os mesmos anunciantes, movimento que vem acontecendo no Brasil. A Seazone, uma das maiores anfitriãs do Airbnb no país, divulga mais de 3600 imóveis.

*Com informações de Deutsch Welle/G1

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.