Veja o resumo da notícia
- Itapema ultrapassou Balneário Camboriú e lidera o ranking nacional de metro quadrado mais caro, atingindo R$ 15.526 por m².
- A cidade atrai holdings patrimoniais e family offices, com 90% dos compradores de imóveis de luxo usando essas estruturas.
- O mercado imobiliário local movimenta R$ 50 milhões e é visto como estratégia de proteção e valorização patrimonial.
- Globalmente, family offices planejam aumentar investimentos, com o Brasil sendo um destino potencial entre emergentes.
- A Reforma Tributária e a elevação do ITCMD aceleram a busca por holdings patrimoniais no Brasil para organização sucessória.
- Investidores de alta renda destinam recursos a ativos reais, usando imóveis de alto padrão para proteção contra oscilações.

Itapema ultrapassou Balneário Camboriú no ranking do metro quadrado mais caro do país e tem atraído um novo perfil de comprador ao litoral catarinense. Segundo o Índice FipeZAP, Itapema chegou a R$ 15.526 por m² e assumiu a liderança nacional.
Ao InfoMoney, Luiz Feitosa, sócio da incorporadora Edify, disse que a cidade entrou em uma nova etapa do ciclo imobiliário. Balneário Camboriú continua sólido, mas enfrenta maior maturidade e limitações físicas de crescimento, enquanto Itapema ainda tem terrenos disponíveis para grandes projetos urbanos.
Compras migram de CPF para CNPJ
O mercado de alto padrão local passou a atrair holdings patrimoniais e family offices, usados por famílias de alta renda para organizar sucessão e gestão de patrimônio. Segundo Feitosa, cerca de 90% dos compradores de imóveis de luxo em Itapema, como o Edify One, usam essas estruturas na aquisição. O mercado local já movimenta R$ 50 milhões.
A mudança indica que o imóvel deixou de ser apenas bem de consumo. Para esse público, unidades de luxo de frente para o mar entram em uma estratégia de proteção patrimonial, renda e valorização no longo prazo.
Family offices ampliam peso global
O movimento local conversa com uma tendência global. O Global Family Office Report 2025, do UBS, aponta que 30% das estruturas mundiais de gestão de fortunas planejam aumentar investimentos. O Brasil aparece como possível destino de capital institucional entre emergentes, à frente de Índia e México, ambos com 15%.
O relatório também indica que o setor imobiliário responde por 11% dos investimentos dessas carteiras. A Deloitte estima que family offices administravam mais de US$ 3,1 trilhões em 2024 e devem chegar a US$ 5,4 trilhões até 2030, alta de 73%.
Reforma tributária acelera planejamento
No Brasil, a Reforma Tributária e a perspectiva de elevação do ITCMD aumentaram a urgência de famílias de alta renda em estruturar holdings patrimoniais. Feitosa cita famílias da agroindústria, empresários, executivos, celebridades e investidores da nova economia digital entre os perfis que buscam organização sucessória.
Mesmo com juros elevados, investidores desse grupo seguem destinando recursos a ativos reais. A tese é preservar capital usando imóveis de alto padrão como parte de uma estratégia de governança, sucessão e proteção contra oscilações cambiais e inflacionárias.
*Com informações de InfoMoney







