Veja o resumo da notícia

  • Patrimônio imobiliário de brasileiros em Portugal atingiu US$ 1,45 bilhão em 2024, superando os Estados Unidos.
  • Corretores e gestores de patrimônio avaliam que os números oficiais podem subestimar o volume real do mercado.
  • O perfil dos compradores de imóveis em Portugal se deslocou para faixas de renda mais altas, com tíquete acima de € 600 mil.
  • Investidores brasileiros também têm adquirido edifícios degradados para reabilitação urbana em Lisboa e Porto.
brasileiros investem em imóveis em Portugal
neirfy/iStock

O patrimônio imobiliário declarado por brasileiros em Portugal chegou a pelo menos US$ 1,45 bilhão em dezembro de 2024, o equivalente a 18,7% dos US$ 7,76 bilhões mantidos em imóveis no exterior. Nos Estados Unidos, o estoque era de US$ 1,21 bilhão, ou 15,7% do total. Segundo os dados do Banco Central, Portugal superou o mercado americano a partir de 2022, período marcado por novo aumento da migração brasileira para o país europeu.

Números oficiais podem subestimar o mercado

Corretores e gestores de patrimônio ouvidos pela reportagem do Público BR avaliam que o volume real pode ser maior. A declaração de Capitais Brasileiros no Exterior ao Banco Central só é obrigatória a partir de determinados limites patrimoniais, e brasileiros com dupla nacionalidade podem não aparecer integralmente nas estatísticas. Os números também incluem aportes em projetos de construção civil, e não apenas a compra direta de residências.

Alta renda amplia tíquete de compra

O perfil dos compradores vem se deslocando para faixas de renda mais altas, com procura por imóveis acima de € 600 mil. Regiões da Margem Sul de Lisboa e Ericeira atraem compradores das classes B e B+, enquanto Cascais concentra operações de alto luxo, com casas que podem superar € 5 milhões. Segurança, idioma, clima, vida cultural e facilidade de circulação pela Europa aparecem entre os principais fatores de decisão.

Reabilitação urbana também recebe capital brasileiro

Além das moradias prontas, investidores brasileiros têm adquirido edifícios degradados para recuperação e posterior uso residencial. O movimento aparece em Lisboa e Porto, mas também em municípios menores, como Ílhavo, no distrito de Aveiro.

A combinação entre migração, diversificação patrimonial e investimentos em incorporação ajuda a explicar por que o mercado português ganhou relevância maior que o americano nas estatísticas brasileiras.

*Com informações de Público BR

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.