Veja o resumo da notícia

  • Mercado financeiro projeta redução da Selic para 14% em agosto, com parte dos economistas já prevendo cortes adicionais.
  • Estimativas de curto prazo indicam queda da Selic para 13,75% em setembro.
  • A média das projeções para a Selic no fim de 2026 recuou discretamente, sugerindo que algumas instituições esperam mais cortes.
  • Revisão das apostas ocorre após IPCA menor e sinais de menor aquecimento econômico, indicando expectativa de resposta do Banco Central.
  • A trajetória futura da Selic dependerá dos dados de inflação e atividade econômica divulgados até as próximas reuniões do Copom.
novo corte da Selic
Rmcarvalho/iStock

A mediana das projeções do mercado financeiro continua indicando que o Banco Central deve reduzir a Selic dos atuais 14,25% para 14% ao ano na reunião de agosto e, em seguida, interromper temporariamente o ciclo de cortes. Dados mais recentes da pesquisa Focus, porém, mostram que parte dos economistas já começa a incorporar uma redução adicional na reunião de setembro ou até o encerramento de 2026, segundo análise publicada pelo jornal Valor Econômico.

Projeções de curto prazo funcionam como sinal antecedente

Entre os economistas que atualizaram suas estimativas nos cinco dias úteis anteriores à divulgação do boletim semanal, a mediana para a Selic em setembro caiu de 14% para 13,75% ao ano. A amostra é menor, entre 34 e 45 participantes, mas costuma funcionar como indicador antecedente para o conjunto mais amplo do Focus. Nas projeções revisadas nos últimos 30 dias, que reuniram 145 analistas, a expectativa ainda é mais conservadora.

Média para o fim do ano recua discretamente

Outro sinal veio da média das projeções para a Selic no encerramento de 2026, que passou de 14,85% para 14,83%. A mediana permaneceu em 14% ao ano. A diferença entre média e mediana indica que algumas instituições já trabalham com cortes adicionais, embora ainda não haja consenso suficiente para alterar o cenário central do mercado.

Inflação e atividade definirão os próximos passos

A revisão das apostas ocorre após a divulgação de um IPCA menor e sinais de menor aquecimento da economia. O movimento sugere que os analistas esperam uma resposta do Banco Central à melhora do quadro, e não apenas reagem à ausência de sinalização futura do Copom.

Ainda assim, segundo a análise, a trajetória dependerá dos dados divulgados até as próximas reuniões: novas pressões inflacionárias ou atividade mais forte podem interromper a mudança de expectativas.

*Com informações de Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.