Veja o resumo da notícia

  • Intenção de compra de imóveis no Brasil atingiu 49% no primeiro trimestre de 2026.
  • Demanda potencial do mercado imobiliário permanece elevada desde junho de 2024.
  • Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas em 221 cidades brasileiras sobre o setor.
  • Interessados em imóvel buscam ativamente ou planejam compra em diferentes prazos.
  • Casas de rua são preferência principal; moradia é o objetivo maior da aquisição.
  • Alterações no programa Minha Casa Minha Vida podem impulsionar a intenção de compra.
intenção de compra de imóveis
simpson33/iStock

A intenção de compra de imóveis no Brasil ficou em 49% no primeiro trimestre de 2026, segundo o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. O dado mostra demanda potencial ainda elevada, apesar dos juros altos e do endividamento das famílias.

Mercado imobiliário mantém demanda potencial

O percentual ficou próximo dos 50% registrados no quarto trimestre de 2025. Também superou os 44% do mesmo período do ano passado.

Segundo o estudo, a intenção de compra permanece entre 49% e 50% desde junho de 2024. Esse é um dos maiores patamares da série histórica, que completa dez anos em 2026.

“Esse é um índice bastante elevado, é positivo esse resultado”, afirmou Lucas Andrade, analista de Inteligência de Mercado da Brain em reportagem da Exame.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em 221 cidades brasileiras, incluindo capitais e principais regiões metropolitanas.

Compra de imóvel: prazo e preferência

Entre os interessados, 14% já estão em busca ativa. Desse total, 9% pesquisam pela internet e 5% fazem visitas presenciais. Outros 35% ainda não iniciaram o processo.

A maior parte pretende comprar no médio prazo. Entre os interessados, 29% planejam adquirir um imóvel em até um ano. Outros 39% miram o prazo de um a dois anos, e 32% projetam mais de dois anos.

As casas de rua lideram a preferência, com 47%. Apartamentos somam 35%, casas em condomínio fechado chegam a 14% e terrenos representam 4%.

A moradia é o principal objetivo da compra, citado por 83%. Sair do aluguel aparece como motivação para 38%.

Minha Casa Minha Vida e financiamento

Andrade também citou o MCMV (Minha Casa Minha Vida). Em março, o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou mudanças na Faixa 4. O limite de renda subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais, e o teto do imóvel financiado passou a R$ 600 mil.

“Isso vai englobar uma parte importante das famílias de renda média. A tendência é que essas famílias também sejam atendidas, o que pode ter reflexo nessa intenção de compra nos próximos trimestres”, afirmou Andrade.

*Com informações da Exame

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.