Veja o resumo da notícia
- Inadimplência de aluguel no Brasil sobe em fevereiro para 3,35%, após quatro meses de queda, pressionando o orçamento familiar.
- Juros elevados e inflação persistente impactam a capacidade de pagamento dos inquilinos, especialmente em imóveis acima de R$ 13 mil.
- Locações comerciais de até R$ 1 mil também apresentam alta inadimplência, seguindo a tendência observada nos imóveis residenciais.
- Aumento da inadimplência em apartamentos, casas e imóveis comerciais exige cautela diante da inflação e juros em 2026.

A inadimplência do aluguel voltou a subir no Brasil em fevereiro, após quatro meses de queda, e atingiu 3,35%, acima dos 3,29% registrados em janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, quando a taxa era de 3,17%, também houve alta. Os dados são da Superlógica e sinalizam pressão renovada sobre o orçamento das famílias.
Segundo a empresa, o avanço foi moderado, mas recoloca em foco os efeitos de juros elevados e inflação persistente sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos.
No começo de março, por outro lado, a Loft divulgou seu índice de inadimplência, que mostrou queda em relação ao mês anterior (5,7% contra 5,4%). As metodologias são diferentes.
Inadimplência do aluguel por faixa de preço
Nos imóveis residenciais acima de R$ 13 mil, a inadimplência passou de 4,77% para 8,58%, uma das maiores variações do período. Entre os imóveis de até R$ 1 mil, a taxa também subiu, de 5,76% para 7,08%.
Nas faixas intermediárias, os resultados foram menores. Os aluguéis entre R$ 2 mil e R$ 3 mil registraram taxa de 2,78%. Já os contratos entre R$ 3.000 e R$ 5 mil ficaram em 2,89%.
Mercado imobiliário e locação comercial
A mesma tendência pôde ser observada nas locações comerciais. Neste segmento, os imóveis de até R$ 1 mil concentraram a maior inadimplência, com 7,98%. Em seguida aparecem as unidades acima de R$ 13 mil, com 4,67%. A menor taxa foi observada nos contratos entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, em 4,09%.
Por tipo de imóvel, houve alta em todas as categorias. A inadimplência em apartamentos subiu de 2,15% para 2,33%. Nas casas, avançou de 3,74% para 3,85%. Nos imóveis comerciais, foi de 4,46% para 4,75%.
Para Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o dado exige atenção. “A alta da inadimplência de aluguel neste início de ano, apesar de pequena, acende um alerta após quatro quedas seguidas”, disse ao jornal O Globo. “O cenário exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias.”
*Com informações de O Globo







