Veja o resumo da noticia

  • Conselho do FGTS aprova ampliação de renda e financiamento do Minha Casa, Minha Vida, impactando as faixas de renda 1 a 4.
  • Relatório do BTG Pactual aponta avanço da renda como principal vetor de expansão do programa habitacional MCMV.
  • CEO da Brain destaca que a elevação do teto amplia o acesso de famílias ao programa Minha Casa, Minha Vida.
  • MCMV responde por grande parte das unidades lançadas em capitais, com destaque para Manaus, Teresina e Aracaju.
  • Governo estima aumento de subsídios e orçamento habitacional, com reforço do Fundo Social para o programa.
  • BTG Pactual prevê que a medida impulsione projetos de incorporadoras como Tenda, Cury, Direcional, MRV e Plano&Plano.
Minha Casa Minha Vida
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta semana a ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com a mudança, a renda da Faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200; a da Faixa 2, de R$ 4.700 para R$ 5.000; a da Faixa 3, de R$ 8.600 para R$ 9.600; e a da Faixa 4, de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

O teto dos imóveis chegou a R$ 400 mil na Faixa 3 e a R$ 600 mil na Faixa 4.

Segundo relatório do BTG Pactual, o avanço da renda é o principal vetor de expansão do programa. O banco estima ganho real na capacidade de pagamento das famílias, com alta de 10% na Faixa 1, 12% na Faixa 2, 21% na Faixa 3 e 19% na Faixa 4.

Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da empresa Brain, o efeito é direto sobre a base de compradores. “Elevar o teto amplia a quantidade de famílias que antes não conseguiam acessar o programa e passam a conseguir comprar”, afirma.

Levantamento da Brain mostra que o MCMV respondeu por até 87% das unidades lançadas em 2025 em capitais brasileiras. Manaus lidera, com 87%, seguida por Teresina (76%), Aracaju (74%) e São Luís (72%). São Paulo tem 65%, acima da média nacional.

Crédito imobiliário e impacto para incorporadoras

O impacto estimado pelo governo é de R$ 500 milhões adicionais em subsídios, elevando o total para R$ 13 bilhões. O orçamento habitacional pode crescer R$ 3,6 bilhões, chegando a R$ 145,7 bilhões. Parte do reforço deve vir do Fundo Social, com orçamento de R$ 30,9 bilhões para 2026.

Para o BTG, a medida tende a destravar projetos e ampliar o pipeline das incorporadoras.

A Tenda deve capturar o crescimento nas faixas iniciais. E Cury e Direcional tendem a se beneficiar mais nas Faixas 3 e 4. MRV e Plano&Plano também aparecem entre as recomendações de compra de ações do banco, com expectativa de desempenho positivo.

*Com informações da Exame

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.