Veja o resumo da notícia
- Santana, na zona norte de São Paulo, registrou 954 lançamentos residenciais em 2025, alta de 41% sobre 2024.
- A expansão imobiliária do distrito se dá em diversas direções, incluindo áreas próximas à marginal Tietê e ao Center Norte.
- A atratividade de Santana é impulsionada pela localização, fácil acesso ao centro e vasta oferta de serviços.
- No mercado secundário, Santana valorizou 3,7% nos últimos 12 meses, com o metro quadrado atingindo R$ 8.990.
- A Casa Verde, vizinha de Santana, mantém baixa transformação imobiliária e forte identidade cultural ligada ao samba.
- Apesar da baixa atividade, a Casa Verde apresenta potencial de desenvolvimento, impulsionado pela valorização de Santana.

Santana reforça sua posição como centro econômico e geográfico da zona norte de São Paulo. O distrito registrou 954 lançamentos residenciais em 2025, alta de 41% sobre 2024, segundo o Secovi-SP em reportagem publicada pela Folha. A expansão ocorre em diferentes direções: rumo à marginal Tietê e ao Campo de Marte, em áreas próximas à Cantareira e também no entorno do Center Norte. Perto do shopping está previsto o projeto Cidade Center Norte, com torres residenciais e corporativas em uma área de 600 mil m² que deve receber árvores de espécies nativas da Mata Atlântica.
Serviços e acessos sustentam a procura
A atratividade de Santana combina localização, fácil acesso à região central e oferta de serviços. Claudio Carvalho, sócio-fundador e CEO da AW Realty, afirma ao jornal que o distrito atrai moradores de áreas como Vila Maria e Tucuruvi. A incorporadora desenvolve o Union, próximo à avenida Braz Leme, com 149 apartamentos de 34 m² a 63 m², valor estimado de R$ 15.500 por metro quadrado e algumas lajes corporativas. O projeto deve atrair investidores para aluguel de curta temporada perto do centro de convenções do Anhembi.
Mercado secundário mostra alta moderada
No mercado secundário, Santana valorizou 3,7% nos 12 meses até abril, abaixo da média de 4,3% da cidade, segundo o FipeZap. O metro quadrado chegou a R$ 8.990. Dados da Loft, com base no pagamento do ITBI, apontam variação positiva de 1,2% nas vendas entre janeiro e março, na comparação com o mesmo período de 2025. O distrito também deve receber o primeiro hospital Mater Dei de São Paulo, com mais de 250 leitos, em joint venture com a Bradesco Seguros.
Casa Verde preserva baixa transformação
A poucos quilômetros dali, a Casa Verde ainda aparece como uma região pouco conquistada pelo mercado. O distrito mantém sobrados modestos, forte identidade cultural ligada ao samba e presença de agremiações como Mocidade Alegre, Unidos do Peruche e Império da Casa Verde.
Em 2025, o Secovi-SP não registrou lançamentos na região, diferentemente de 2024, quando os projetos ficaram na faixa de renda média, entre R$ 350 mil e R$ 700 mil.
Potencial pode emergir com pressão da vizinhança
A baixa atividade não significa ausência de oportunidades. A instalação do Sesc Casa Verde, em 2023, já alterou parte da paisagem, e a valorização de Santana pode pressionar novas buscas por terrenos e produtos na vizinhança.
Dados da Loft indicam retração nas vendas da Casa Verde entre janeiro e março, com tíquete médio de R$ 547 mil, 3,5% abaixo do ano anterior. Entre os projetos recentes está o Le Villáge Casa Verde, da Vertka Enplan, com unidades de até 59 m², uma vaga e lazer ampliado.
*Com informações de Folha de S.Paulo







