Veja o resumo da noticia

  • Modelo de negócio da incorporadora consiste em reter vinte por cento dos empreendimentos lançados.
  • Imóveis próprios formam carteira interna para gerar receita recorrente e auxiliar o financiamento.
  • A tese operacional combina a obtenção de renda com o ganho de capital pela valorização.
  • O alongamento do fluxo de caixa troca a velocidade de retorno por maior estabilidade financeira.
  • A expansão concentra-se no projeto The Club, no Jardim Guedala, com VGV projetado de R$ 700 milhões.
  • Próximo passo da companhia envolve o lançamento de um clube, marcando incursão no setor de serviços.
incorporadora usa locação para financiar negócio
Divulgação/Meta

A Meta Incorporadora segue um modelo diferente do padrão do setor: em vez de vender todas as unidades logo após o lançamento, a empresa mantém cerca de 20% de cada empreendimento sob sua propriedade. Esses imóveis formam uma carteira interna de locação e revenda usada para gerar receita recorrente e ajudar a financiar o negócio, detalha o CEO Alexandre Souza Lima em entrevista à Bloomberg Línea.

Estratégia prioriza valorização patrimonial e fluxo mais longo

Segundo Souza Lima, a tese combina renda com ganho de capital. Em um dos empreendimentos da empresa, o preço do metro quadrado subiu 80% entre o lançamento e a entrega, e a expectativa é de avanço de R$ 24 mil para R$ 30 mil por metro quadrado até o próximo ano.

A incorporadora conta hoje com 120 unidades em seu portfólio, tanto para locação quanto para venda.

Modelo troca velocidade de retorno por previsibilidade

Ao reter unidades para aluguel, a Meta alonga o fluxo de caixa e aceita uma Taxa Interna de Retorno menor do que a de concorrentes em ciclos de alta. A empresa, porém, entende que esse desenho traz mais estabilidade e reforça a tese de que o imóvel pode funcionar como ativo de geração de renda, não apenas como instrumento financeiro.

Jardim Guedala concentra expansão e novo clube de serviços

A incorporadora acumulou Valor Geral de Vendas de R$ 550 milhões em 2025 e espera alcançar R$ 700 milhões em 2026 com o projeto The Club, no Jardim Guedala, bairro nobre ao lado do Morumbi, em São Paulo. O empreendimento terá 43 mil metros quadrados de área construída, com torre residencial de 42 andares, lojas e área de lazer. O próximo passo será lançar um clube na mesma região, em uma primeira incursão da companhia no segmento de serviços.

*Com informações de Bloomberg Línea

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.