Veja o resumo da noticia
- Goiânia lança programa Morar no Centro, com subsídio de aluguel e isenção de IPTU para estimular a ocupação de imóveis na região central.
- Iniciativa visa adensar a população do Centro, priorizando grupos como mulheres chefes de família e idosos, sem exigência de residência prévia.
- Prefeitura atuará como repassadora do benefício, monitorando preços para evitar especulação e impulsionar a revitalização da área.
- Secovi-GO demonstra otimismo com o programa, que deve aquecer o mercado de locação e gerar impacto econômico na região central.

A Prefeitura de Goiânia lançou o programa Morar no Centro, em Goiânia, para subsidiar 50% do aluguel por até três anos e isentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no mesmo período. A medida mira a ocupação de até 3 mil unidades habitacionais no Setor Central e pode impactar o mercado imobiliário local.
Crédito imobiliário e locação no Centro
O projeto foi aberto a famílias de qualquer localidade do país. A gestão retirou a exigência de residência prévia na capital. O foco da administração não é estritamente social, mas o adensamento populacional da região.
A meta é dobrar o número de moradores do Centro, de 9 mil para cerca de 18 mil pessoas. Segundo a Prefeitura, o impacto financeiro médio por beneficiário será de R$ 800 mensais, considerando o auxílio-aluguel e a economia com o IPTU.
Podem entrar no programa imóveis desocupados há pelo menos um ano ou edificações adaptadas para uso residencial, como antigos hotéis convertidos por retrofit.
Reocupação urbana
O projeto de lei prevê prioridade para mulheres chefes de família, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes. A Prefeitura afirma que será apenas repassadora do benefício.
“O município será responsável exclusivamente pelo repasse do benefício financeiro, não se caracterizando como fiador, avalista, garantidor ou interveniente do contrato”, reforça o texto do projeto, destacado em reportagem do Portal 6.
Para evitar alta artificial dos preços, a administração fez pesquisa de mercado. Imóveis com aluguel acima da média da região poderão ser rejeitados.
Retrofit e imóveis ociosos
Segundo a secretária municipal de Governo, Sabrina Garcez, a expectativa é atrair trabalhadores do Centro e da Região da 44. “O fato de ter de 2 mil a 3 mil famílias a mais morando no Centro já vai gerar uma cadeia de novos consumidores na região, mais impostos, menos violência”, disse ao site.
O Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (Secovi-GO) recebeu com otimismo a proposta, que deve impulsionar locações. A expansão será gradual e monitorada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan).
A Prefeitura também prevê a revitalização de praças e becos da região, que hoje estão degradados e sofrem com insegurança, e a reforma de edifícios históricos da cidade.
*Com informações do Portal 6







