Veja o resumo da notícia

  • Em 2025, aluguel comercial tem alta de 8,91%, superando a valorização da venda comercial, que atingiu 2,55% no mesmo período.
  • Rua Oscar Freire se destaca com a maior alta mundial, impulsionando São Paulo como a capital mais cara para locação.
  • Dez cidades registram valorização do aluguel, com destaque para Brasília, Campinas e Niterói, com altas acima de 15%.
  • Retorno do aluguel comercial (7,13%) supera o residencial (5,96%), mas fica abaixo de aplicações financeiras de referência.
Mercado de imóveis residenciais para aluguel no Brasil

O preço médio do aluguel comercial subiu 8,91% em 2025, a maior alta da série histórica do Índice Fipezap, que começa em 2013. Comparativamente, o valor de venda comercial mostrou avanço menor no ano passado, de 2,55%, ainda assim suficiente para ficar atrás apenas do desempenho de 2013 (+9,36%).

Em dezembro do ano passado, o preço de venda das salas e conjuntos comerciais ficou relativamente estável, com avanço de 0,06% em relação ao mês anterior. Já a locação acelerou a alta para 0,72%, de +0,44% em novembro de 2025.

A inflação medida pelo IPCA fechou o ano passado em 4,26%, o que mostra desempenho favorável para o aluguel comercial e menos vantajoso para a venda nesse segmento.

O desempenho mais forte do aluguel comercial vem em linha com outras pesquisas. Em 2025, a rua Oscar Freire, em São Paulo, registrou a maior alta entre vias comerciais do mundo. Não por acaso, a capital paulista é a mais cara para locação comercial, segundo o FipeZap: em média, R$ 59,07 o metro quadrado.

No caso do aluguel comercial, as dez cidades pesquisadas pelo FipeZap registraram valorização em 2025 e metade teve variação na casa de dois dígitos:

  • Brasília (+18,80%)
  • Campinas (+16,12%)
  • Niterói (+15,48%)
  • Florianópolis (+11,75%)
  • Rio de Janeiro (+10,23%)
  • Curitiba (+9,28%)
  • São Paulo (+8,35%)
  • Salvador (+8,18%)
  • Belo Horizonte (+6,82%)
  • Porto Alegre (+0,39%)

Em dezembro de 2025, o retorno médio do aluguel de imóveis comerciais foi estimado em 7,13% ao ano, acima da rentabilidade da locação residencial (5,96% ao ano). Entretanto, as duas taxas ficaram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras de referência do mercado.

Já o preço de venda de unidades comerciais ficou mais caro em oito regiões e caiu em duas – e em apenas três cidades a alta foi superior à inflação pelo IPCA em 2025. Confira a lista:

  • Curitiba (+9,76%)
  • Salvador (+6,56%)
  • Brasília (+4,46%)
  • Florianópolis (+3,67%)
  • Niterói (+2,74%)
  • São Paulo (+2,73%)
  • Belo Horizonte (+2,28%)
  • Campinas (+2,08%)
  • Rio de Janeiro (−0,53%)
  • Porto Alegre (-0,76%)
Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

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