Veja o resumo da noticia
- O Conselho Curador do FGTS avalia alterações no Minha Casa Minha Vida para ampliar o poder de compra nas faixas 3 e 4.
- A proposta prevê segmentações de renda dentro das faixas atuais, com redução de juros para financiar imóveis de maior valor.
- Na Faixa 3, famílias com renda até R$ 6 mil pagariam 6,66% ao ano, e até R$ 7 mil, 7,16%.
- Na Faixa 4, a taxa de juros poderia ser reduzida para 8,66%, com novas camadas para rendas até R$ 21 mil.
- As mudanças poderiam elevar o poder de compra das famílias em 5% a 35%, mas a liquidez do FGTS é um obstáculo.
- O Fundo Social do Pré-Sal aparece como alternativa de financiamento, mas depende de aprovação anual do Congresso.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) avalia novas alterações no Minha Casa Minha Vida. A ideia é ampliar o poder de compra nas faixas 3 e 4. Segundo informações do Itaú BBA citadas pelo Metro Quadrado, a proposta prevê criar segmentações adicionais de renda dentro das faixas atuais. Na prática, a redução dos juros permitiria financiar imóveis de maior valor com a mesma renda familiar.
Faixa 3 teria juros menores para rendas mais baixas
Na Faixa 3, hoje destinada a famílias com renda mensal de R$ 5 mil a R$ 9,6 mil e juros de 7,66% ao ano, a ideia é criar duas subdivisões. Famílias com renda até R$ 6 mil pagariam 6,66% ao ano. Para quem ganha até R$ 7 mil, a taxa seria de 7,16%. O patamar atual, de 7,66%, continuaria para famílias com renda até R$ 9,6 mil.
Faixa 4 poderia ganhar novas camadas
Na Faixa 4, que hoje atende famílias com renda de R$ 9,6 mil a R$ 13 mil e juros de 10% ao ano, está em análise reduzir a taxa para 8,66%. O estudo também considera ampliar as segmentações acima do teto atual. Quem ganha até R$ 15 mil pagaria 9,16% ao ano, enquanto famílias com renda até R$ 21 mil ficariam na taxa máxima de 10%.
Caixa do FGTS é o principal limite
Pelas estimativas do Itaú BBA, as mudanças poderiam elevar o poder de compra das famílias de 5% a 35%. O obstáculo é a liquidez do FGTS, pressionada por modalidades como saque-aniversário e saques extraordinários. Recentemente, o governo autorizou o uso de recursos do fundo para a quitação de dívidas na segunda edição do Desenrola.
O fundo já registrou R$ 15 bilhões em saques em 2026, o que levou o conselho a reduzir a projeção de saldo de caixa no fim do ano de R$ 175 bilhões para R$ 165 bilhões. O Itaú projeta queda para R$ 153 bilhões em 2029, ante R$ 183 bilhões em um cenário sem saques adicionais.
Fundo Social do Pré-Sal aparece como alternativa
Como os financiamentos do MCMV representam 93% da carteira de crédito do FGTS e rendem cerca de 4,7% ao ano, pouco abaixo do IPCA em 12 meses, novas reduções de juros comprimiriam ainda mais o retorno da carteira. Uma fonte alternativa seria o Fundo Social do Pré-Sal, já usado para viabilizar a Faixa 4. A diferença é que esses recursos dependem de aprovação anual pelo Congresso, o que reduz a previsibilidade do funding.
*Com informações de Metro Quadrado







