Veja o resumo da noticia
- Mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo inicia 2026 com menor vacância em 14 anos e aumento no valor do metro quadrado.
- Queda na taxa de vacância e aumento da absorção líquida e bruta refletem a crescente demanda por espaços corporativos.
- Retomada do mercado se concentra em regiões tradicionais, com destaque para Pinheiros, JK e Chucri Zaidan.
- Empresas de tecnologia e do setor financeiro impulsionam a demanda por escritórios, elevando os preços em áreas como Faria Lima.
- Previsão de novas entregas de escritórios em 2026 indica baixo risco de desequilíbrio, com expectativa de absorção.

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo começou 2026 com vacância de 14,7%, o menor nível em 14 anos, segundo dados da consultoria Newmark publicados pela Exame. Ao mesmo tempo, o valor médio pedido chegou a R$ 121 por metro quadrado ao mês. O movimento indica redução de espaços vagos, alta de preços e demanda concentrada em ativos bem localizados.
Vacância de escritórios em São Paulo
A taxa de vacância caiu 4,7 pontos percentuais em um ano e recuou 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A absorção líquida somou 94 mil metros quadrados no trimestre. Já a absorção bruta chegou a 154,8 mil metros quadrados.
O estoque total de escritórios de alto padrão, nas classes AAA, AA e A, é de 5,79 milhões de metros quadrados na capital paulista. Segundo a Newmark, a retomada não ocorre de forma homogênea, mas segue mais forte em regiões tradicionais.
Aluguel corporativo e demanda por ativos prime
Pinheiros liderou a absorção líquida, com 18 mil metros quadrados, seguido pela JK, com 16,4 mil, e pela Chucri Zaidan, com 16 mil. Essas regiões concentram empresas de tecnologia e do setor financeiro, apontadas como os principais motores da demanda.
No topo dos preços, a Faria Lima registrou média de R$ 311,97 por metro quadrado, seguida por JK, com R$ 300, e Itaim, com R$ 276,3.
Novos escritórios e risco de oferta
Para 2026, estão previstos cerca de 356 mil metros quadrados de novas entregas, o equivalente a 6,7% do estoque atual. Mesmo assim, a leitura é de risco baixo de desequilíbrio no curto prazo, com expectativa de absorção relevante desse volume em regiões consolidadas.
*Com informações da Exame







