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Em São Paulo, o valor de locação comercial acumula valorização de 4% em 2026
Em São Paulo, o valor de locação comercial acumula valorização de 4% em 2026

O aluguel comercial subiu 1,38% em junho e fechou o primeiro semestre com alta acumulada de 6,82%, segundo o Índice FipeZap. Foi o maior aumento já registrado para a primeira metade do ano na série histórica da pesquisa, com dados comparáveis a partir de 2013.

O resultado consolida a perspectiva de um segmento aquecido, enquanto o trabalho 100% remoto se torna mais raro nos grandes centros urbanos e aumenta a demanda por escritórios.

O levantamento do FipeZap considera os preços anunciados dos imóveis, não das transações efetivamente feitas.

Em 2025, o índice subiu 8,91%, a maior variação em 12 anos. É provável que o resultado de 2026 iguale ou até fique acima desse percentual. Atualmente, já está rodando acima do nível do ano passado, com aumento acumulado nos últimos 12 meses de 11,49%, mais do que os 7,09% registrados um ano atrás por essa comparação.

“Seria necessário ocorrer uma forte desaceleração no restante do ano para que [o índice] ficasse abaixo de 8,91% em dezembro”, diz a Fipe.

Aluguel comercial aquecido

Variação acumulada no primeiro semestre de cada ano – em %

3,15% -1,55% -2,33% -4,41% -1,93% -1,22% 0,82% 0,19% 0,91% 3,15% 2,66% 5,12% 4,34% 6,82% 7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0% -1% -2% -3% -4% -5% 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

Fonte: Índice FipeZap de Locação Comercial

A valorização do aluguel de salas e conjuntos comerciais foi mais forte do que no segmento residencial, que registrou avanço de 5,24% no preço de locação nos seis primeiros meses de 2026. E o desempenho ainda foi mais do que o dobro das leituras de inflação, seja pelo IPCA (+3,36%) ou IGP-M (+3,27%).

Cidades com maior valorização do aluguel comercial no 1° semestre de 2026

Entre as dez cidades pesquisadas pelo FipeZap, o top 3 fica com Salvador, Rio de Janeiro e Curitiba, todas com alta acima de 10% de janeiro a junho. Na ponta oposta, Florianópolis, Campinas e Porto Alegre sobem menos, no acumulado do ano, do que a inflação.

  • Salvador (BA): +15,34%
  • Rio de Janeiro (RJ): +12,92%
  • Curitiba (PR): +10,57%
  • Índice FipeZap (Locação): +6,82%
  • Brasília (DF): +6,34%
  • São Paulo (SP): +4,04%
  • Belo Horizonte (MG): +3,98%
  • Niterói (RJ): +3,46%
  • IPCA (IBGE): +3,36%
  • Florianópolis (SC): +2,85%
  • Campinas (SP): +2,26%
  • Porto Alegre (RS): +2,12%

Em junho, o retorno médio anualizado do aluguel de imóveis comerciais atingiu a marca de 7,56% ao ano, acima da rentabilidade projetada para a locação de imóveis residenciais (6,13% ao ano).

As duas taxas se mantiveram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses, que continua a oscilar em patamar historicamente elevado. Mas o desempenho da locação comercial mostra uma melhora gradual por essa métrica: a rentabilidade estava em 6,90% um ano atrás.

O lado menos brilhante dos empreendimentos comerciais está no valor de venda. A alta de junho (0,18%) completou um semestre de aumento de 1,27% nos preços, abaixo da variação de 1,68% em igual período do ano passado.

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.