Veja o resumo da notícia
- A CazéTV, canal de transmissões esportivas, demonstra o valor da marca pessoal ao manter o nome de Casimiro Miguel.
- A LiveMode, ao assumir a CazéTV, priorizou a relação humana sobre a estrutura corporativa, gerando vínculos com o público.
- No mercado imobiliário, a humanização é crucial, pois a compra e venda de imóveis envolve decisões financeiras e emocionais.
- Pesquisa revela que 51% das transações de compra e venda e 57% das locações no Brasil ocorrem sem intermediação imobiliária.
- A falta de humanização e a burocracia afastam clientes, que buscam segurança e expertise em um relacionamento transparente.
- A confiança é o motor da venda, e a forma mais rápida de gerá-la é associar um rosto à marca da empresa.
- Corretores e lideranças devem atuar como influenciadores locais, transformando a empresa em uma referência humana de confiança.
- O mercado imobiliário moderno exige autenticidade e humanização para profissionalizar operações e liderar a região.

O canal que hoje quebra recordes mundiais de audiência em transmissões esportivas não estampa um logotipo corporativo abstrato, uma sigla fria ou um nome corporativão. Em vez disso, ele exibe a caricatura “espontânea” e o nome de um ser humano: Casimiro Miguel.
A CazéTV , criada para transmitir grandes eventos esportivos, tornou-se um gigante absoluto da mídia. Mas há um detalhe societário recente que passa despercebido para muitos e que carrega uma lição de ouro no marketing. Quando a LiveMode assumiu o controle total da operação, ela não manteve apenas um garoto-propaganda. Preservou a relação humana sobre a qual a marca havia sido construída.
A LiveMode compreendeu que a reestruturação corporativa e o crescimento financeiro nunca poderiam apagar o fator humano. Comunidades não criam vínculos com organogramas, holdings ou fundos de investimento. Elas criam vínculos com pessoas que reconhecem, acompanham e em quem confiam.
No mercado imobiliário, essa dinâmica é ainda mais crítica. Comprar, vender ou alugar um imóvel representa um marco emocional profundo e, frequentemente, uma das maiores decisões financeiras da vida de uma família. Ninguém quer depositar esse sonho nas mãos de uma marca cinza e puramente burocrática.
A verdade incômoda do nosso mercado
Muitas empresas do nosso setor ainda tentam construir autoridade escondendo-se atrás de fachadas corporativas frias, posts engessados e fotos genéricas de bancos de imagem. Essa distância cobra um preço alto.
Estudos de mercado revelam que o afastamento das pessoas gera uma lacuna de serviço preocupante. Segundo dados de uma ampla pesquisa nacional realizada pela Offerwise (encomendada pela Loft, com 2.500 entrevistados em março de 2026), apenas 49% das transações de compra e venda de imóveis e 43% das locações no Brasil são feitas integralmente com o apoio de uma imobiliária.
Ou seja: em mais da metade das transações, o proprietário assume sozinho ao menos parte do processo. E o mito de que isso ocorre apenas para economizar a comissão já caiu por terra. O consumidor não foge do corretor; ele foge da burocracia, da demora no retorno (que frustra cerca de 40% dos clientes) e da falta de clareza. Ele evita a frieza de uma relação estritamente transacional.
A confiança é o motor da venda
Por outro lado, quando o relacionamento é humanizado e transparente, a fidelidade é extraordinária: 81% de quem contratou uma imobiliária nos últimos 12 meses pretende recontratar o serviço.
O que o público valoriza quando conta com um profissional é a garantia de segurança, a expertise técnica e a tranquilidade de ter alguém cuidando dos detalhes complexos. No fim, a lógica é simples: o mercado cria a oportunidade, mas é a confiança o motor que faz a venda acontecer.
E a forma mais rápida de gerar confiança antes mesmo da primeira conversa é colocar um rosto na marca.
O rosto que dá vida à operação
Essa estratégia de personal branding (marca pessoal) não é uma novidade inventada pelos algoritmos das redes sociais. Os maiores nomes do nosso setor já aplicavam esse segredo muito antes da internet.
A lendária corretora Valentina Caran construiu um império sendo pioneira ao estampar o próprio rosto diretamente nas placas de “Vende-se” espalhadas pelas ruas. Da mesma forma, líderes de destaque como Frank Miyasaki, da Opção Imóveis, usam as mídias digitais para vincular diretamente a imagem pessoal dos sócios à credibilidade de toda a operação imobiliária.
Ambos entenderam que o corretor e as lideranças precisam atuar como os principais influenciadores locais de suas microrregiões. Quando você traz as pessoas para a linha de frente, a sua empresa deixa de ser uma instituição distante e passa a ser uma referência humana de confiança e autoridade.
A pergunta de ouro
O mercado imobiliário moderno exige processos ágeis e tecnologia de ponta nos bastidores. Mas, na vitrine, ele exige autenticidade. Se você quer profissionalizar a sua operação, capturar a imensa parcela de transações que hoje ocorre sem intermediação e liderar a sua região, o caminho é um só: humanize-se.
E na sua empresa hoje? Existe um rosto de verdade falando com a comunidade ou você ainda está se escondendo atrás de um logotipo?
É diretor e colunista do Portas e CMO na Loft. Com mais de 30 anos de experiência em marketing, tecnologia e novos negócios, ocupou posições de liderança global em multinacionais como AB InBev e BRF. Começou sua trajetória programando na Folha de S.Paulo e no UOL e é investidor anjo pela BR Angels e Poli Angels. É graduado em Administração pela FSA, com MBA pelo Ibmec e especializações por Stanford e Kellogg.
É diretor e colunista do Portas e CMO na Loft. Com mais de 30 anos de experiência em marketing, tecnologia e novos negócios, ocupou posições de liderança global em multinacionais como AB InBev e BRF. Começou sua trajetória programando na Folha de S.Paulo e no UOL e é investidor anjo pela BR Angels e Poli Angels. É graduado em Administração pela FSA, com MBA pelo Ibmec e especializações por Stanford e Kellogg.







