Veja o resumo da notícia

  • Construtoras de São Paulo aguardam solução para evitar restrição de altura em novos prédios devido à ampliação do Campo de Marte.
  • A restrição pode afetar projetos imobiliários que somam R$ 80 bilhões em vendas futuras na capital paulista.
  • O aeroporto está implantando navegação por instrumentos, exigindo controle da altura dos edifícios para segurança aérea.
  • Cerca de 90% dos projetos em desenvolvimento estão no raio afetado, de aproximadamente 20 quilômetros do aeroporto.
  • A concessionária PAX investiu R$ 125 milhões nas obras de ampliação e afirma que a navegação por instrumentos faz parte do contrato.
  • Ministério de Portos e Aeroportos, governo estadual e prefeitura discutem alternativas com a concessionária e a Aeronáutica.
Campo de Marte
Divulgação/Infraero

Construtoras de São Paulo aguardam uma solução técnica para evitar que a ampliação das operações no Campo de Marte limite a altura de novos prédios. A restrição pode atingir projetos que somam R$ 80 bilhões em vendas futuras.

O aeroporto está implantando a navegação por instrumentos, prevista no contrato de concessão elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Hoje, a navegação é apenas visual e fica comprometida em dias de mau tempo.

Com o novo sistema, será necessário controlar a altura dos edifícios para garantir a segurança do fluxo aéreo.

Mercado imobiliário pode perder potencial construtivo

Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), cerca de 90% dos projetos em desenvolvimento estão no raio afetado, de aproximadamente 20 quilômetros.

“Em vários bairros, os prédios podiam ter 20 andares. Agora vão ter oito. Isso torna inviável”, afirmou o presidente do Secovi-SP, Ely Wertheim, ao Estadão.

O dirigente declarou que o setor poderá recorrer à Justiça. “Estamos prontos para entrar com questionamentos na Justiça, mas não é o que queremos. Ainda temos esperança de que essa decisão seja revertida”.

Campo de Marte recebeu investimento de R$ 125 milhões

A concessionária PAX, controlada pela XP Asset, investiu R$ 125 milhões nas obras de ampliação das pistas e da área de manobra. A entrega ocorreu em março.

A empresa afirma que a navegação por instrumentos faz parte do contrato de concessão e não está aberta à rediscussão.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que a licitação foi precedida de consulta e audiência públicas conduzidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo Wertheim, o ministério, o governo estadual e a prefeitura discutem alternativas com a concessionária e a Aeronáutica para reduzir os impactos no setor imobiliário.

*Com informações do Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.