Veja o resumo da notícia

  • O governo federal avalia mudanças no Minha Casa, Minha Vida para ampliar o público e reduzir os juros do financiamento habitacional.
  • A proposta pode estender a faixa 4 para famílias com renda de até R$ 21 mil e imóveis de até R$ 1,2 milhão.
  • Os juros da faixa 4 seriam reduzidos de 10% para até 8,66% ao ano, com recursos do fundo social do pré-sal.
  • A faixa 3 teria novas taxas de juros, variando de 6,66% a 7,66% ao ano, conforme a renda familiar.
  • Construtoras estimam aumento de 8% no poder de compra das famílias e sugerem reajuste dos tetos das faixas 1 e 2.
  • Técnicos avaliam o impacto das mudanças sobre o FGTS, que financia as demais faixas do programa.
Minha Casa, Minha Vida
CENAS BRASILEIRAS/iStock

O governo federal avalia, desde o fim de junho, mudanças no Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A proposta busca ampliar o público e reduzir os juros do financiamento habitacional.

Segundo reportagem do Estadão, o texto está em análise na Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades.

Minha Casa, Minha Vida: o que muda com a proposta
Faixa Critério Situação atual Proposta
Faixa 3 Renda familiar R$ 5.000 a R$ 9.600 Sem alteração prevista
Teto do imóvel Até R$ 400 mil Sem alteração prevista
Juros 8,16% ao ano 6,66% a 7,66% ao ano (conforme renda)
Faixa 4 Renda familiar Até R$ 13.000 Até R$ 21.000
Teto do imóvel Até R$ 600 mil Até R$ 1,2 milhão
Juros 10% ao ano 8,66% (até R$ 13 mil) / 9,16% (até R$ 15 mil) / 10% (até R$ 21 mil)
Faixas 1 e 2 Teto do imóvel (cidades >750 mil hab.) Até R$ 275 mil Até R$ 300 mil (proposta das construtoras)
Reajuste geral dos tetos + R$ 15 mil a R$ 25 mil (pelo INCC acumulado de 14,8%)

Fonte: Estatão, com base em proposta em análise na Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. As mudanças ainda não estão aprovadas.

Minha Casa, Minha Vida pode atender renda de até R$ 21 mil

A faixa 4 atende hoje famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil. A proposta amplia os limites para R$ 21 mil e R$ 1,2 milhão.

A faixa, criada em 2025, poderia ter três subfaixas. Os juros cairiam dos atuais 10% ao ano para 8,66%, até R$ 13 mil; 9,16%, até R$ 15 mil; e 10%, até R$ 21 mil.

Os recursos vêm do fundo social do pré-sal. As demais faixas usam o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Crédito imobiliário teria novas taxas na faixa 3

A faixa 3 atende rendas de R$ 5,0 mil a R$ 9,6 mil, com juros de 8,16% ao ano. A proposta prevê taxas de 6,66%, 7,16% e 7,66%, conforme a renda.

Com a mudança, as construtoras estimam um aumento de 8% no poder de compra das famílias. Também sugerem reajustar os tetos das faixas 1 e 2 pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), acumulado em 14,8% entre 2023 e 2026.

O acréscimo seria de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Em cidades com mais de 750 mil habitantes, o teto poderia subir de R$ 275 mil para R$ 300 mil.

Técnicos avaliam o impacto sobre o FGTS. “A faixa 3 ajuda muito a taxa média de rentabilidade do FGTS. Juros ainda menores iriam acelerar o comprometimento da liquidez e a redução da rentabilidade média”, afirmou uma fonte ao Estadão. Por isso, as alterações na faixa 4, que usa recursos do pré-sal, seriam mais viáveis.

Entre janeiro e maio, as contratações somaram R$ 65,5 bilhões. A projeção é de R$ 174,3 bilhões até dezembro, R$ 15,7 bilhões abaixo do orçamento de R$ 189,9 bilhões. Haveria, portanto, espaço para novos estímulos.

Por que o governo tem espaço para novos estímulos

Contratado (jan–mai 2026)
R$ 65,5 bilhões
Projeção até dezembro
R$ 174,3 bilhões
Orçamento total 2026
R$ 189,9 bilhões (folga de R$ 15,7 bi)

Fonte: Estatão. A folga orçamentária é um dos argumentos do governo para viabilizar os novos estímulos sem comprometer o FGTS.

Nota: As mudanças descritas neste artigo são uma proposta em análise na Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades desde o fim de junho de 2026. Nenhuma alteração foi oficialmente aprovada até a data de publicação. Este artigo será atualizado quando houver decisão oficial.

Em março, a renda máxima da faixa 3 subiu de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil. Na faixa 4, passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Os tetos dos imóveis avançaram de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

*Com informações do Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.