Veja o resumo da notícia
- Desaceleração do Ivar em fevereiro para 0,30%, menor taxa desde agosto de 2025, indica arrefecimento no ritmo de alta dos aluguéis.
- Variação acumulada em 12 meses atinge 4,05% em fevereiro, o menor patamar desde setembro de 2025, refletindo maior oferta de imóveis.
- São Paulo apresenta a maior desaceleração entre janeiro e fevereiro, enquanto outras capitais mostram variações menos intensas.
- Desaceleração no ritmo de variação dos aluguéis nas capitais é influenciada por ajuste após a alta no início do ano.
- Expectativa de estabilidade ou novas desacelerações no Ivar a curto e médio prazo, indicando um mercado mais equilibrado.

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) desacelerou de 0,65% em janeiro para 0,30% em fevereiro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi a menor taxa desde agosto de 2025 (0,28%). O resultado indica arrefecimento no ritmo de alta dos aluguéis e sugere maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de locação.
Os dados da FGV mostram que a variação acumulada em 12 meses passou de 5,62% em janeiro para 4,05% em fevereiro, a menor desde setembro de 2025 (4,04%).
De acordo com Matheus Dias, economista da fundação, o movimento reflete um cenário de maior disponibilidade de imóveis para aluguel.
Aluguel residencial nas capitais
Na passagem de janeiro para fevereiro, São Paulo registrou a maior desaceleração. Na capital paulista, o Ivar passou de 0,63% para 0,03%.
Outras capitais usadas no cálculo do indicador apresentaram variações menos intensas: Rio de Janeiro (de 0,57% para 0,63%), Belo Horizonte (de 0,53% para 0,97%) e Porto Alegre (de 0,78% para 0,19%).
No acumulado de 12 meses, três das quatro capitais tiveram desaceleração: São Paulo (de 5,64% para 2,76%), Rio de Janeiro (de 9,98% para 7,85%) e Belo Horizonte (de 12,71% a 8,15%). Porto Alegre passou de queda de 1,74% para alta de 0,82%.
Mercado de locação e expectativa para 2026
Segundo Dias, os dados indicam desaceleração no ritmo de variação dos aluguéis nas capitais em fevereiro. Parte do movimento reflete um ajuste após a alta registrada no início do ano.
“Nesses momentos, é natural que o lado da oferta acabe aumentando o preço com expectativas de que vai conseguir obter maiores ganhos”, disse ao Valor. “Só que, ao mesmo tempo, quando os preços aumentam muito, o lado da demanda acaba retraindo um pouco”.
Para o economista, a tendência no curto e médio prazo é de estabilidade ou novas desacelerações no indicador.
“As expectativas são de Ivar, com tendência, a curto e médio prazo, de certa estabilidade e até podendo apresentar desaceleração”, disse. “Vemos um comportamento mais saudável, de certa forma, nos preços de aluguéis residenciais”.
*Com informações do Valor







