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Veja o resumo da notícia
- O metro quadrado de apartamentos de ultraluxo em São Paulo atingiu R$ 100,7 mil, segundo levantamento da MBRAS.
- Oito vendas de unidades entre 400 e 900 m² movimentaram R$ 500 milhões, com preços de R$ 29 milhões a R$ 90 milhões.
- A maior marca por m² foi de R$ 100,7 mil, em um imóvel de 715 m² no Edifício HL 746, em frente ao Parque do Povo.
- O Jardim Europa concentrou metade das transações, com média ponderada de R$ 91,3 mil por m².
- Fatores como posição da unidade, andar e proximidade de parques influenciam a diferença de preço.
- O mercado de alto padrão e luxo na capital paulista registrou queda de 39% nas vendas no 1º semestre de 2026.

O metro quadrado de apartamentos de ultraluxo em São Paulo chegou a R$ 100,7 mil em uma amostra de oito vendas concluídas reunida pela MBRAS. As unidades têm de 400 a 900 metros quadrados e foram negociadas por valores entre R$ 29 milhões e R$ 90 milhões. Juntas, movimentaram R$ 500 milhões. O intervalo do preço unitário foi de R$ 70,8 mil a R$ 100,7 mil, diferença de cerca de 42% entre os extremos.
Parque do Povo lidera o preço por área
A maior marca por metro quadrado veio de uma unidade de 715 metros quadrados no Edifício HL 746, na Rua Horácio Lafer. O imóvel fica em frente ao Parque do Povo e foi vendido por R$ 72 milhões, ou R$ 100,7 mil por metro quadrado. No Jardim Europa, uma cobertura de 900 metros quadrados no condomínio 106 Seridó foi vendida por R$ 90 milhões. Foi o maior valor total do levantamento e o equivalente a R$ 100 mil por metro quadrado.
Jardim Europa concentra metade da amostra
Quatro das oito transações ocorreram no Jardim Europa, com média ponderada próxima de R$ 91,3 mil por metro quadrado. Além do 106 Seridó, a lista inclui o St. Paul, negociado por R$ 72 milhões; o Fábio Prado, por R$ 67 milhões; e o ART, por R$ 54 milhões. Em Cidade Jardim, três unidades ficaram entre R$ 70,8 mil e R$ 93,3 mil por metro quadrado. Todos os valores se referem a negócios específicos, não a médias de bairro ou de empreendimento.
Exclusividade pesa além da metragem
Segundo a imobiliária, os edifícios analisados têm terrenos amplos, academia, spa, segurança, vagas e vista aberta. A diferença de preço aparece em fatores como posição da unidade, andar, planta, proximidade de parques e centros empresariais, serviços e privacidade. O recorte convive com um mercado mais seletivo: dados da Brain apontam queda anual de 39% nas vendas e de 53% nos lançamentos de alto padrão e luxo na capital no primeiro semestre de 2026.
*Com informações de Exame







