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Veja o resumo da notícia
- O Itaú elevou a taxa mínima do financiamento imobiliário de 11,79% para 12,95% ao ano mais TR.
- O aumento reflete as oscilações nas curvas de juros futuros após o segundo turno das eleições.
- As taxas de financiamento variam conforme o perfil e o relacionamento de cada cliente com a instituição.
- O movimento do Itaú segue a reação do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O Bradesco também elevou sua taxa mínima para 15% ao ano mais TR, em um reajuste considerado inédito.

O Itaú elevou nesta quarta-feira, 29, a taxa mínima do financiamento imobiliário para a partir de 12,95% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O novo patamar é cerca de 1 ponto percentual acima do anterior. Segundo o banco, o aumento de cerca de 1 ponto percentual ocorreu por causa das recentes oscilações nas curvas de juros futuros (entenda mais abaixo) após o segundo turno das eleições.
“Como o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, seus custos estão sujeitos a essas variações. O ajustes busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações”, diz o Itaú, em comunicado enviado ao Portas.
Ainda de acordo com o banco, as taxas praticadas no financiamento imobiliário variam conforme o perfil e o relacionamento de cada cliente com a instituição.
O movimento acontece na esteira da reação do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana seguinte ao segundo turno, as taxas DI (Depósito Interfinanceiro) futuras aumentaram, refletindo a percepção de risco fiscal dos agentes de mercado. Parte dessa alta cedeu nos pregões seguintes.
Para Mate Pencz, CEO da Loft, o cenário tende a se normalizar. “O mercado parece caminhar para reverter ao menos parte das perdas dos primeiros momentos depois da eleição, abrindo espaço para que a situação volte a um cenário pré-estresse com o resultado das eleições”, afirma.
Bradesco também aumenta taxa; Santander monitora
O aumento do Itaú vem poucos dias depois de o Bradesco elevar sua taxa mínima de 11,7% para 15% ao ano mais TR, um reajuste considerado inédito pelo tamanho do salto, além de suspender o modelo de flexibilidade de taxa de acordo com o cliente. No mercado, circula a informação de que o Bradesco pode atenuar o aumento e voltar a um patamar abaixo de 15%, ainda que acima das taxas praticadas antes das eleições.
O Santander diz não ter alterado as taxas de financiamento imobiliário por ora, mas que monitora a situação. Em setembro, o Portas mostrou que os juros da modalidade no Santander começavam em 11,69% ao ano + TR. “O Santander acompanha os indicadores econômicos e os movimentos do mercado de crédito imobiliário e eventuais impactos desse cenário sobre as taxas de juros”, diz o banco, em comunicado.







