
O consórcio imobiliário vem se consolidando como opção atrativa para a compra de imóveis no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), as vendas de cotas de consórcios cresceram quase 300% entre 2020 e 2025.
Em um período maior, desde 2005, cerca de 1,55 milhão de consorciados foram contemplados, permitindo a aquisição de imóveis para moradia, investimento ou uso comercial.
O estado de Minas Gerais é uma das regiões de destaque nesse mercado, com participação de quase 10% no volume total de cotas comercializadas no Brasil. Em 2025, a demanda pela modalidade aumentou em ritmo acelerado, acompanhando o crescimento do mercado imobiliário estadual, que registrou alta de 20% na venda de imóveis, segundo o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Sindimóveis).
A Ademicon, maior administradora independente de consórcios do Brasil, movimentou em MG, só em 2025, R$ 2,8 bilhões em créditos de consórcios. Esse número representa uma alta de 131% em relação ao ano anterior.
Em busca de segurança para comprar um imóvel
O consórcio representa uma forma mais segura e planejada de adquirir imóveis para alguns compradores, especialmente em um cenário de juros elevados e crédito caro.
“Com um planejamento bem estruturado e acompanhamento constante dos lances, em cerca de seis meses consegui a contemplação”, afirmou o administrador Felipe Rezende em reportagem do Diário do Comércio. Ele utilizou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como lance. “Para mim, foi uma forma eficiente de usar um recurso que, se mantido parado, tem baixo rendimento”, avalia.
Essa mesma postura cautelosa tem se mostrado tendência entre os mineiros, contribuindo para o crescimento do consórcio como alternativa. Consumidores como a cabeleireira Maria Juvecina, buscam evitar o endividamento do financiamento tradicional.
“Fui contemplada em novembro de 2025, vendi a carta e obtive lucro. No momento em que isso aconteceu, eu estava precisando muito do dinheiro, pois continuo em tratamento de saúde e faço uso constante de medicamentos”, relata Juvecina, que realizou um consórcio em 2025 em Bela Vista de Minas.
*Com informações de Diário do Comércio







