Veja o resumo da notícia

  • Déficit habitacional brasileiro tem recuo de 3,4% em 2024, totalizando 5,77 milhões de moradias, ou 7,4% dos domicílios ocupados no país.
  • Retomada do Minha Casa, Minha Vida contribui para a saída de 441 mil famílias dessa estatística entre 2023 e 2024, com 923,9 mil moradias entregues.
  • Cálculo do déficit habitacional considera ônus excessivo com aluguel, habitação precária e coabitação, todos apresentando recuo absoluto.
  • Ônus excessivo com aluguel concentra a maior pressão, atingindo 3,59 milhões de domicílios, representando 62,14% do déficit total.
  • Houve queda do déficit habitacional nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, porém, aumento nas regiões Sul e Sudeste do país.
  • Pesquisa aponta alta da inadequação de moradias, influenciada principalmente pela infraestrutura e acesso a serviços básicos.
déficit habitacional 2024
Melina Massola/iStock

O déficit habitacional brasileiro caiu 3,4% em 2024 e fechou o ano em 5,77 milhões de moradias, ou 7,4% dos domicílios ocupados. Os dados são da Fundação João Pinheiro, divulgados pelo Ministério das Cidades.

Foi o segundo recuo anual seguido. Em dois anos, a queda acumulada foi de 7,1%. Em 2023, o índice era de 7,6% dos domicílios ocupados.

Minha Casa, Minha Vida e déficit habitacional

Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, 441 mil famílias deixaram essa estatística entre 2023 e 2024 com a retomada do Minha Casa, Minha Vida. No período, o programa entregou 923,9 mil moradias.

“Crescimento do número de famílias unipessoais impediu que retração do déficit fosse maior”, diz Jader Filho ao Valor.

Para calcular o déficit habitacional do país, a FJP considera no cálculo o ônus excessivo com aluguel urbano, a habitação precária e a coabitação – quando mais de uma família mora na mesma residência, com mais de 2 pessoas por dormitório. Os três componentes recuaram em termos absolutos.

Aluguel urbano concentra maior pressão

Do total de 5,77 milhões, 3,59 milhões de domicílios, ou 62,14%, estão no ônus excessivo com aluguel. Em 2023, eram 3,66 milhões. A pesquisa considera famílias que ganham até três salários mínimos e comprometem mais de 30% da renda com aluguel.

Na habitação precária, o déficit caiu 7%, de 1,24 milhão para 1,16 milhão. Na coabitação, recuou 3,9%, de 1,07 milhão para 1,03 milhão.

Regiões e inadequação de moradias

Houve queda no Norte, de 729 mil para 674 mil, no Nordeste, de 1,63 milhão para 1,46 milhão, e no Centro-Oeste, de 587 mil para 537 mil. No Sul e no Sudeste, porém, o déficit subiu: de 713 mil para 743 mil e de 2,31 milhões para 2,36 milhões, respectivamente.

A pesquisa também mostra alta da inadequação de moradias. O número passou de 27,7 milhões, ou 40,8% dos domicílios, em 2023, para 27,9 milhões, ou 40,9%, em 2024. A maior parte, 24,6%, está ligada à infraestrutura, com inadequação de acesso a serviços de água, esgoto, coleta de resíduos e energia.

*Com informações do Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.