Veja o resumo da notícia
- O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,57% em setembro, interrompendo três meses de queda.
- O indicador acumulou alta de 3,34% em 12 meses, o maior percentual do último ano.
- A aceleração do IGP-M foi impulsionada pelo Índice de Preços ao Produtor (IPA) e pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
- O IPA avançou 2,08% em setembro, e o IPC passou de queda para alta de 0,50% no mesmo período.
- O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou uma alta menor, de 0,25% em setembro.
- A pressão nos índices de produtor e consumidor foi simultânea, com destaque para matérias-primas e energia elétrica.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,57% em setembro e interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de queda, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Com isso, o indicador, geralmente usado em reajustes de contrato de aluguel, acelerou o acumulado em 12 meses de 2,16% para 3,34%. O percentual acumulado em 12 meses é o maior do último ano. Em setembro de 2025, estava em 2,82%.
Um contrato de aluguel de R$ 1.500 mensais com vencimento em outubro seria reajustado para 1.550,10, se o aumento for aplicado na íntegra, e valeria para os próximos 12 meses. Veja como fazer a conta:
- Aluguel vigente (valor hipotético) de R$ 1.500 x 1,0334 (acumulado em 12 meses do IGP-M)= R$ 1.550,10
Pressionado pelos custos associados à guerra entre Estados Unidos e Irã, em especial o petróleo, o IGP-M disparou em abril e subiu 2,73%. Desde então, no entanto, o indicador havia entrado em trajetória de desaceleração, incluindo as três últimas retrações até o mês de agosto.
A aceleração recente do IGP-M veio de uma pressão mais disseminada entre os componentes do indicador, destacou a FGV. O Índice de Preços ao Produtor (IPA) avançou 2,08% em setembro, depois de cair 0,34% em agosto. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de uma queda de 0,41% para uma alta de 0,50%.
Na contramão, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) perdeu fôlego e registrou alta de 0,25%, de avanço de 0,85% em agosto. O IGP-M é um índice geral de preços da economia por considerar três setores em sua composição.
“Depois de registrar queda em agosto, o índice volta ao terreno positivo com pressões simultâneas no produtor e no consumidor. No IPA [atacado], as matérias-primas brutas avançaram 3,61%, com destaque para soja, milho e carne bovina, enquanto, no consumidor, o fim do efeito do Bônus de Itaipu sobre a conta de energia ajudou a levar o IPC [consumidor] de uma queda de 0,41% em agosto para uma alta de 0,50% em setembro. É uma configuração que merece atenção porque a pressão não ficou concentrada em apenas um componente do IGP-M.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE, no comunicado divulgado à imprensa.








