Veja o resumo da noticia
- O IGP-M recuou 0,5% em junho, interrompendo três meses de alta, mas acumulou avanço de 3,16% em 12 meses.
- A deflação de junho foi influenciada pela queda de 0,97% nos preços ao produtor, segundo economista do Ibre-FGV.
- Novos contratos de locação acumularam alta de 4,40% nos primeiros cinco meses de 2026, acima do IPCA e do próprio IGP-M.
- A pressão sobre os aluguéis está ligada ao aquecimento do mercado imobiliário e à baixa vacância em algumas regiões.

O IGP-M, principal referência para reajuste de contratos de aluguel no país, recuou 0,5% em junho. A queda interrompeu três meses de alta do indicador, mas não eliminou o impacto sobre os contratos. No acumulado de 12 meses, o índice avançou 3,16%, percentual que deve corrigir os aluguéis atrelados ao IGP-M com vencimento em julho. Para um inquilino que paga R$ 2.000 por mês, a aplicação integral do índice elevaria o boleto em R$ 63,20, para R$ 2.063,20.
Deflação veio dos preços ao produtor
Segundo Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV), citado pelo UOL, a deflação de junho foi influenciada pela queda de 0,97% nos preços ao produtor. Ele associa o movimento à convergência das commodities energéticas e minerais a patamares anteriores à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
No segmento agrícola, mesmo com expectativas de El Niño intenso e choques em insumos produtivos, safras relevantes ainda apresentam resultados positivos. Isspo contribuiu para a baixa de preços de itens como cana-de-açúcar e café.
Novos contratos sobem acima da inflação
A leitura mensal mais benigna do IGP-M contrasta com a dinâmica dos aluguéis praticados no mercado. Nos cinco primeiros meses de 2026, os contratos de locação acumularam alta de 4,40%, acima do IPCA, de 3,20%, e também do IGP-M no período, de 3,79%.
Para Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, da CNN Brasil, o custo de morar tem avançado mais rápido do que os preços da economia. Isso tem pressionado o orçamento das famílias.
Baixa vacância sustenta poder de preço
A pressão sobre os aluguéis está ligada ao aquecimento do mercado imobiliário e à redução da vacância em algumas regiões e segmentos. Os juros altos em patamares elevados também adiam a decisão de compra das famílias.
À CNN Brasil, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, lembra que o movimento já aparecia no mercado corporativo, com vacância de escritórios próxima das mínimas históricas. Mesmo com juros elevados, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, avalia que a demanda por imóveis continua aquecida. Reajustes contratuais e valorização dos ativos podem favorecer investidores expostos ao setor.
*Com informações de UOL e CNN Brasil







