Veja o resumo da noticia
- IGP-M registra alta de 0,52% em março, revertendo a queda de fevereiro, mas mantém acumulado de 12 meses negativo em 1,83%.
- Contratos de aluguel com vencimento em abril não terão reajuste devido ao índice acumulado negativo, porém, sem redução no preço.
- A alta do IGP-M é influenciada pelos preços da indústria, atacado e agropecuária, com destaque para derivados de petróleo.
- IPC, que considera alimentação e despesas diversas, e a construção civil também são componentes do cálculo do IGP-M.

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 0,52% em março, após cair 0,73% em fevereiro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador corrige a maior parte dos contratos de aluguel no país. No acumulado em 12 meses, o índice segue negativo em 1,83%, o que mantém sem reajuste os contratos com vencimento em abril.
Aluguel e reajuste em abril
Na prática, o percentual acumulado em 12 meses é o que costuma ser repassado aos inquilinos no mês seguinte. Mesmo que o resultado seja negativo, a maioria dos contratos de locação tem cláusulas que barram uma redução no preço, o que tende a manter o valor pago pelos locatários.
Inflação do aluguel e pressão de custos
O IGP-M leva em consideração os preços da indústria e do atacado. Os produtos agropecuários avançaram 1,59% em março, após queda de 2,95% em fevereiro, puxados por contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho. Os produtos industriais subiram 0,28%, depois de recuo de 0,58%.
O subgrupo de derivados de petróleo passou de queda de 4,63% em fevereiro para alta de 1,16% em março por causa do conflito no Irã. “Esse movimento está associado à elevação da percepção de risco sobre a oferta global de petróleo, diante da intensificação do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, o que tem pressionado as cotações”, disse Matheus Dias, economista do FGV Ibre em reportagem do UOL.
IPC e construção civil entram no cálculo
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que entra no cálculo do IGP-M, teve alta de 0,30%, igual à de fevereiro. Alimentação foi de 0,17% para 0,95%. Despesas diversas passaram de 0,37% para 1,30%.
O cálculo do IGP-M considera preços de bens, serviços e matérias-primas da produção agrícola, industrial e da construção civil.







