
As incorporadoras brasileiras devem ampliar nos próximos anos a aposta em imóveis compactos. O movimento foi informado em levantamento da Housi, publicado pela Exame, e mostra que studios e unidades de até 40 metros quadrados concentram 41,1% das intenções de lançamento. O dado sinaliza uma mudança no perfil da oferta também fora dos polos tradicionais.
Segundo o estudo, 56% das incorporadoras planejam entrar em novas cidades e estados até 2026. Hoje, o Sudeste ainda concentra 54,8% das empresas, mas o setor começa a distribuir investimentos por outras regiões.
O ritmo de lançamentos segue alto. Cerca de 93% das incorporadoras têm projetos previstos para os próximos dois anos. Já 75,9% pretendem colocar de um a dois empreendimentos na rua em 2026.
O levantamento ouviu 352 profissionais, entre eles 105 decisores de incorporadoras, como sócios, CEOs e diretores.
Crédito imobiliário e imóveis compactos
A preferência por unidades menores está ligada à mudança na demanda e ao avanço da moradia como investimento. Hoje, 69,2% das incorporadoras já desenvolvem produtos voltados para renda com locação.
Nesse modelo, os compactos exigem menor ticket de entrada, têm maior liquidez e permitem operação mais eficiente. Nesse cenário, o imóvel passa a gerar renda recorrente.
Mercado imobiliário e expansão regional
Para Roberta Faria, sócia-fundadora da Housi, a mudança envolve mais do que a metragem. “O produto imobiliário passa a representar apenas metade da equação. A outra metade está na operação, na experiência e nos serviços”, afirma.
“Por terem menor ticket de entrada e maior eficiência de ocupação, esses ativos permitem escalar com mais agilidade, testar novas praças com risco reduzido, aumentar o valor agregado com parceiros e adaptar a oferta conforme a demanda local”, diz a executiva. Ela também destaca que os imóveis menores com gestão profissional atendem a um perfil crescente de consumidor que prioriza mobilidade, conveniência e serviços.
A demanda por unidades compactas também reflete renda mais pressionada, aumento de domicílios unipessoais e busca por flexibilidade.
*Com informações da Exame







