Veja o resumo da noticia
- Queda na metragem de apartamentos para locação no Brasil influenciada por fatores demográficos e econômicos a partir de 2023.
- Novas configurações familiares, custos de aluguel e oferta de unidades menores impulsionam a demanda por imóveis de menor tamanho.
- Diminuição do tamanho das famílias brasileiras e aumento de domicílios ocupados por uma só pessoa são fatores relevantes.
- Custo do metro quadrado em áreas valorizadas leva à busca por imóveis menores para manter aluguel acessível.
- Investimentos de incorporadoras em empreendimentos menores atendem à crescente demanda nas grandes cidades.
- Locatários priorizam conforto e funcionalidade em apartamentos menores, com destaque para ventilação e divisão.

Os apartamentos com menor metragem têm sido os mais procurados no Brasil para quem vive de aluguel. E eles estão cada vez menores. Segundo levantamento do DataZAP, o tamanho médio dos apartamentos buscados para locação no Brasil caiu para 58 m² em 2025. Em 2024, a média era de 67 m², e em 2023, de 71 m². Essa redução ocorre pelo segundo ano consecutivo e reflete mudanças demográficas e econômicas no país.
Por trás desse movimentos estão diversos motivos, que vão desde as novas configurações familiares, passando pelo custo do aluguel, até a maior oferta de unidades menores.
“Temos acompanhado a demanda por imóveis menores ao longo dos anos. E esse comportamento está atrelado não só a mudanças no perfil das famílias, alto custo de vida e possibilidades de financiamentos como também à oferta de imóveis que temos hoje, com metragens abaixo dos 60 m², em especial nas regiões próximas aos grandes centros”, avalia Tatiane Martins, gerente de inteligência imobiliária do Grupo OLX, ouvida pelo Hub Imobiliário.
Mudanças nas famílias e oferta de pequenas metragem
De acordo com o último Censo, as famílias brasileiras diminuíram em tamanho, passando de 3,7 pessoas por residência em 2010 para 2,8 em 2022. Além disso, quase 19% dos domicílios são ocupados por apenas uma pessoa, apontando para um novo padrão residencial.
Outro fator que contribui para a busca de metragens cada vez menores é o aumento do custo do metro quadrado em áreas valorizadas. Reduzir o tamanho dos imóveis tem sido a alternativa para quem deseja manter o aluguel compatível com o orçamento e continuar vivendo em localidades com boa infraestrutura.
Já na oferta, incorporadoras têm ampliado investimentos em empreendimentos menores para atender à demanda nas grandes cidades. “A retomada do trabalho presencial também impulsiona a busca por moradias em áreas centrais e bem localizadas, onde o estoque imobiliário é naturalmente composto por unidades menores”, explica Tatiane em entrevista ao portal Metro Quadrado.
Conforto e funcionalidade ganham destaque
Ainda que menores, os apartamentos precisam atender às necessidades dos locatários, que priorizam conforto e funcionalidade. Entre os entrevistados no levantamento, 77% preferem imóveis arejados, 69% destacam a importância de ambientes bem divididos e 64% valorizam a presença de varandas.
Em áreas comuns, a praticidade dita as novas prioridades. Minimercados (33%), serviços de mensageria (32%) e espaço pet (29%) são as opções mais desejadas. Em contrapartida, estruturas como salão de festas e playground perderam popularidade.
Um perfil predominante entre os locatários é o de mulheres, com idade entre 42 e 61 anos, casadas ou em união estável e pertencentes à classe B. Apesar dos ajustes no tamanho dos imóveis, apartamentos padrão seguem entre as tipologias mais buscadas, com destaque para a classe B, que corresponde a 32% das preferências.
*Com informações de Metro Quadrado e Hub Imobiliário







