Veja o resumo da notícia

  • Mercado imobiliário em 2025 registra crescimento histórico impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida e aumento nas vendas.
  • Lançamentos e vendas do MCMV têm forte expansão, representando a maior parte do volume total no quarto trimestre de 2025.
  • Apesar das taxas de juros elevadas, incorporadores mantêm ritmo de lançamentos devido à demanda aquecida no setor.
  • VGL atinge R$ 292,3 bilhões e VGV alcança R$ 264,2 bilhões, demonstrando o avanço financeiro do mercado imobiliário.
  • Cenário para 2026 é otimista, com expectativa de cortes na Selic e alta intenção de compra de imóveis pela população.
  • Governo planeja contratar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida em 2026, mantendo o ritmo no setor.
Minha Casa, Minha Vida
Imagem: Saksit Sangtong/iStock

O mercado imobiliário alcançou números históricos em 2025, mesmo com taxas de juros de 15% ao ano. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um aumento de 10,6% em relação a 2024. As vendas também cresceram, atingindo 426.260 imóveis, alta de 5,4%.

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi um dos principais motores desse crescimento. Somente no quarto trimestre, o programa era responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas, consolidando sua relevância para o setor. As unidades lançadas pelo programa totalizaram 224.842 em 2025, um avanço de 13,5%, enquanto as vendas chegaram a 196.876 imóveis, alta de 15,9%.

Segundo Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e diretor de Economia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), mesmo com o crédito mais caro, o incorporador continuou percebendo a demanda e manteve o ritmo de lançamentos ao longo do período.

“As vendas também atingiram recordes, com a curva apontando para cima, o que mostra a resiliência do mercado imobiliário e a sua saúde do ponto de vista dos negócios”, afirmou Petrucci ao portal g1.

Avanço no valor geral de lançamentos e vendas

Em termos financeiros, o setor também cresceu. O Valor Geral de Lançamentos (VGL), que mede os valores potenciais dos imóveis lançados, somou R$ 292,3 bilhões em 2025. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 264,2 bilhões.

O último trimestre do ano se destacou: foram lançadas 133.811 unidades (alta de 18,6% em comparação ao trimestre anterior) e 109.439 imóveis vendidos. O VGV do período foi de R$ 67,2 bilhões.

“Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, destaca Petrucci.

Perspectivas positivas para 2026

O cenário de 2026 traz otimismo, com projeções de cortes na taxa básica de juros (Selic) a partir de março. Segundo Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente da CBIC, a disponibilidade de crédito e a alta intenção de compra continuarão impulsionando o setor.

Uma pesquisa realizada pela CBIC mostra que 50% dos entrevistados planejam adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Entre os motivos, destacam-se sair do aluguel, buscar mais espaço e conquistar independência residencial.

“A projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros e a melhora nas condições de crédito”, pontua Ferreira Filho.

Além disso, o governo pretende contratar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida em 2026, sinalizando a manutenção do ritmo aquecido no segmento habitacional.

*Com informações do g1

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)