Veja o resumo da noticia
- Porto Alegre investe R$ 1 bilhão no Quarto Distrito para impulsionar projetos e atrair moradores, visando adensamento urbano.
- Recursos de pacote de R$ 7 bilhões do Banco Mundial e Firece para recuperação pós-enchentes e adaptação climática extrema.
- Objetivo é transformar o Quarto Distrito em polo de inovação, moradia, gastronomia e serviços, atraindo 40 mil pessoas.
- Lei de 2022 elevou o potencial construtivo da área de 251 hectares, ampliando o índice máximo para até 7 vezes.
- Prefeitura planeja corredores verdes, drenagem e parque próximo ao porto, complementando o Cais Embarcadero e o Caldeira.
- Setor imobiliário vê infraestrutura como essencial para novos empreendimentos, como o 4D Complex da ABF, com VGV de R$ 150 mi.
- Iniciativas visam tornar o distrito atrativo, promovendo inovação e facilitando o acesso a empregos no centro e Moinhos de Vento.

Porto Alegre anunciou um plano de R$ 1 bilhão em infraestrutura urbana para adensar o Quarto Distrito, antiga região industrial da capital gaúcha. A medida busca destravar projetos residenciais e corporativos em uma área de uso misto, com potencial construtivo ampliado e expectativa de atrair novos moradores e investimentos.
Mercado imobiliário no Quarto Distrito
Os recursos integram um pacote de R$ 7 bilhões captado pela Prefeitura com o Banco Mundial e o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), criado em 2024 pelo governo federal após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. A estratégia é reposicionar o Quarto Distrito, hoje com cerca de 11 mil moradores, como polo de inovação, moradia, gastronomia e serviços. A estimativa do município é atrair mais 40 mil pessoas.
Segundo a Prefeitura, a lei aprovada em 2022 elevou o potencial construtivo do Distrito da Inovação, área de 251 hectares. O índice máximo passou de 3x para 7x. A gestão também prevê corredores verdes, obras de drenagem, abertura de cruzamentos e um parque próximo ao porto.
A área já conta com o Cais Embarcadero, que foi revitalizado e abriga o South Summit, um dos maiores eventos de startups do Brasil. E tem a presença do Instituto Caldeira, um hub de inovação patrocinado por empresas gaúchas que fechou uma parceria com a prefeitura do município.
Lançamentos, VGV e potencial construtivo
Para o setor, o avanço da infraestrutura é visto como condição para viabilizar novos empreendimentos. A ABF lançou a primeira fase do 4D Complex, projeto residencial de lofts com VGV de R$ 150 milhões e 500 unidades, todas já vendidas. A fase 2 está em elaboração, com mais 1100 unidades e VGV de R$ 350 milhões.
“Queremos tornar o Quarto Distrito mais atrativo do ponto de vista urbano, de caminhabilidade, e também do ponto de vista econômico, para recepcionar quem queira se instalar em Porto Alegre, consagrando o território como um ambiente de inovação”, disse Germano Bremm, secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, ao Metro Quadrado.
“A área que vai do Quarto Distrito ao Centro e inclui o Moinhos de Vento representa cerca de 60% dos empregos formais de Porto Alegre. Se tu criar condições para que essas pessoas voltem, elas vão voltar, e poderão ir para o trabalho a pé”, afirmou Eduardo Laranja da Fonseca, da ABF, ao site.
*Com informações do Metro Quadrado







