Veja o resumo da notícia

  • Incorporadoras retomam o interesse na classe média com a perspectiva de queda da Selic e a melhora no acesso ao financiamento imobiliário.
  • Empresas priorizaram o Minha Casa, Minha Vida e alto padrão devido à segurança em um cenário de juros altos, mas isso deve mudar.
  • Classe média foi fundamental para o crescimento do mercado imobiliário, abrindo espaço para capitalização e expansão do setor.
  • Secovi-SP aponta limitações de expansão no MCMV, criando oportunidade para reposicionar projetos voltados à classe média.
  • Criação de imóveis acessíveis depende da redução dos custos de financiamento e de juros mais baixos para a classe média.
  • Projeções para o mercado imobiliário em 2026 indicam crescimento moderado, com alta de 2% para a classe média.
classe média incorporadoras
Imagem: sommart/iStock

Depois de anos de pouca atenção, a classe média volta ao radar das incorporadoras imobiliárias. De acordo com Jorge Cury, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), a perspectiva de redução na taxa básica de juros (Selic) abre espaço para novos projetos voltados a esse público. Há anos a renda média enfrenta dificuldades de acesso ao financiamento imobiliário.

Segundo Cury, as empresas do setor priorizaram iniciativas mais seguras nos últimos anos, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e imóveis de alto padrão. Os segmentos oferecem maior previsibilidade em um cenário de juros altos. Porém, com um início do ciclo de cortes na Selic, as incorporadoras já consideram voltar a investir na classe média. Historicamente, o segmento desempenhou um papel central na expansão do mercado.

“A classe média sempre foi o carro-chefe das incorporadoras. O crescimento do mercado, a ponto de abrir capital na Bolsa, veio do consumo da classe média. Isso está voltando porque há uma demanda reprimida enorme”, destacou o presidente do Secovi-SP em entrevista ao Metro Quadrado.

Cury assumiu a presidência do sindicato em novembro passado, após liderar a incorporadora Trisul. À frente do Secovi, ele avalia que, mesmo com os novos incentivos ao MCMV, como o aumento das faixas de renda atendidas, o programa pode enfrentar limitações de expansão. Isso abre caminho para o reposicionamento de projetos voltados à demanda de famílias de classe média. “É só uma questão de tempo”, afirmou.

Queda da Selic pode destravar demanda reprimida

O representante do setor da construção também ressaltou a necessidade de criar imóveis acessíveis para essas famílias. E isso depende diretamente da redução nos custos de financiamento. “Precisamos de affordability nos imóveis para a classe média. Isso só vai acontecer quando os juros caírem e a renda dessas pessoas se encaixar em um financiamento de melhor qualidade e mais acessível”, reforçou.

Apesar da expectativa positiva com a queda dos juros, as projeções para o mercado imobiliário paulistano em 2026 indicam crescimento moderado. Segundo o Secovi-SP, os lançamentos no Minha Casa, Minha Vida devem subir 5%. Já os projetos direcionados ao público de classe média e outros nichos têm previsão de alta de apenas 2%.

*Com informações de Metro Quadrado

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)