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Veja o resumo da notícia

  • A demanda por seguro habitacional cresceu impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
  • Entre 2020 e 2025, as operações de crédito do MCMV aumentaram, e a arrecadação do seguro habitacional subiu de R$ 4,5 bilhões para R$ 8 bilhões.
  • O seguro habitacional é obrigatório em financiamentos e cobre morte, invalidez permanente e danos físicos ao imóvel.
  • O volume de indenizações também cresceu, passando de R$ 1,2 bilhão em 2020 para R$ 1,9 bilhão em 2025.
  • A CNseg projeta crescimento de 11,6% na arrecadação do seguro habitacional para este ano e 11% em 2027.
  • Consumidores podem escolher entre opções de apólice oferecidas pela instituição financeira ou buscar outra seguradora.
  • O setor busca transformar a proteção vinculada ao crédito em um relacionamento de longo prazo com o cliente.
seguro habitacional MCMV
Junior Pereira/iStock

A expansão do financiamento da casa própria, puxada pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevou também a demanda por seguro habitacional. Entre 2020 e 2025, as operações de crédito para compra de imóveis pelo programa passaram de 365.044 para 662.556. No mesmo intervalo, a arrecadação do seguro habitacional avançou de R$ 4,5 bilhões para R$ 8 bilhões. No primeiro semestre de 2026, o MCMV somou 473.279 contratações, enquanto o segmento de seguros arrecadou R$ 4,3 bilhões, destaca o Valor.

Proteção acompanha todo o financiamento

Obrigatório nos financiamentos imobiliários, o seguro habitacional permanece vigente pelo prazo do contrato. As coberturas mínimas incluem morte e invalidez permanente do mutuário e danos físicos ao imóvel. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a proteção contra danos abrange, entre outros eventos, incêndio, queda de raio, explosão, vendaval, desmoronamento, destelhamento, inundação e alagamento. Em caso de morte ou invalidez coberta, a indenização quita total ou parcialmente o saldo devedor, conforme a participação do segurado na composição de renda.

Indenizações também avançam

O aumento da base segurada veio acompanhado de maior volume de indenizações. Os pagamentos passaram de R$ 1,2 bilhão em 2020 para R$ 1,9 bilhão em 2025 e chegaram a R$ 1,1 bilhão nos seis primeiros meses de 2026. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta crescimento de 11,6% na arrecadação do seguro habitacional neste ano e avanço próximo de 11% em 2027, apoiado pela continuidade do crédito com recursos do FGTS e da poupança e pela maior atenção a riscos climáticos.

Escolha e relacionamento com o cliente

Na contratação do financiamento, a instituição deve oferecer ao menos duas opções de apólice, uma delas de seguradora sem vínculo com o banco. O consumidor também pode buscar outra companhia autorizada. Para o setor, o desafio é transformar uma proteção vinculada ao crédito em relacionamento de longo prazo: assistências como chaveiro e pequenos reparos ajudam a demonstrar utilidade cotidiana, enquanto o seguro residencial voluntário aparece como continuidade depois da quitação. Hoje, segundo estimativa da FenSeg citada pela reportagem, apenas 17% das residências têm esse tipo de cobertura.

*Com informações de Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.