Veja o resumo da notícia

  • São Paulo experimenta retomada no mercado de escritórios com a entrega de novos prédios corporativos de alto padrão previstos para 2026 e 2027.
  • Aceleração das locações impulsiona a retomada das obras, após um período de adiamentos e projetos suspensos durante a pandemia.
  • Retorno ao trabalho presencial em 2022 ganha força, resultando em locações recordes e queda na taxa de vacância em 2025.
  • Aumento da demanda impulsiona alta nos preços médios de locação, superando a inflação e o Índice Geral de Preços do Mercado.
  • Empresas buscam modernização e eficiência, reunindo equipes em escritórios atualizados e mais adequados às novas demandas.
  • Parte dos novos empreendimentos já possui contratos de pré-locação garantidos, demonstrando confiança no mercado.
prédios corporativos em São Paulo
Imagem: Pedro Truffi/iStock

São Paulo vive uma retomada histórica no mercado de escritórios. Entre 2026 e 2027, a cidade ganhará 24 novos prédios corporativos de alto padrão, totalizando 497 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), de acordo com a consultoria imobiliária JLL. O volume previsto equivale a seis vezes o total entregue em 2025, quando 84 mil m² foram disponibilizados.

A entrega de 18 desses edifícios está prevista ainda este ano, enquanto outros seis ficarão prontos no ano seguinte. Entre os destaques está o edifício Alto das Nações, que terá 219 metros de altura, tornando-se o mais alto da cidade, com 98 mil m² distribuídos em 39 andares.

“Muita gente segurou as obras e adiou os projetos após a pandemia. Mas com a aceleração das locações, também vimos a aceleração das obras”, explica Yara Matsuyama, diretora de Locações da JLL, em entrevista ao Estadão.

Recuperação pós-pandemia aquece o setor

A retomada do mercado de escritórios começou em 2022, com as empresas voltando ao trabalho presencial. Esse movimento ganhou força em 2024 e culminou em um “ano bombástico” em 2025, segundo Yara. “E para 2026, esperamos que seja muito positivo também”, complementou.

No ano passado, foram registradas locações recordes de 688 mil m² — alta de 32% sobre 2024. Descontando as devoluções de áreas, a absorção líquida alcançou 347 mil m², e a taxa de vacância caiu de 20,9% no final de 2024 para 14,7% em dezembro de 2025, indicando equilíbrio entre oferta e demanda.

“Na pandemia, muitas empresas devolveram seus escritórios. A partir de 2022, começou um movimento de volta, mas que demorou a emplacar. As empresas levaram um tempo para tomar a decisão de retornar ao presencial e a expandir seus negócios”, afirma a diretora da JLL.

Com o aumento da demanda, os aluguéis reagiram após anos de estagnação. Em 2025, o preço médio de locação subiu 12,2%, bem acima da inflação oficial (4,26%) e do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que apresentou queda de 1%.

Segundo Yara, há agora um crescimento empresarial e um esforço de modernização, com empresas buscando eficiência, e corporações buscando modernizar seus escritórios e reunir os times num só endereço.

Grandes projetos já garantem pré-locações

Parte dos novos empreendimentos já tem contratos fechados. Do total de 379 mil m² previstos para 2026, cerca de 89,2 mil m² (23,6%) já estão pré-locados. Um exemplo é a torre Cyrela Corporate, na Rua Oscar Freire, que será ocupada pelo Nubank. Outro destaque é o imóvel Biosquare, em Pinheiros, totalmente alugado pela Amazon.

Entretanto, projetos como o Esther Towers, da Eztec, ainda buscam interessados. As duas torres, com 45,4 mil m² cada, estão localizadas na Chácara Santo Antônio, onde a vacância chega a 33%, contrastando com bairros de alta demanda, como Avenida Paulista (4,3%), Vila Olímpia (10,4%) e Faria Lima (13%).

*Com informações de Estadão

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)