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Veja o resumo da notícia
- Simulações da plataforma Morada.ai indicam que 31% dos interessados em imóveis populares não possuem valor para a entrada.
- A mediana dos recursos para entrada corresponde a 1,3% do preço do imóvel, muito abaixo dos 20% geralmente exigidos.
- Apenas 3,1% dos compradores têm 20% ou mais do valor do imóvel para oferecer como entrada, segundo a pesquisa.
- Incorporadoras utilizam o pró-soluto para financiar parte da entrada, mas o cliente precisa conciliar pagamentos durante a obra.
- Empresas como a Tenda reduziram o patamar de pró-soluto pós-chave devido à inadimplência e novas exigências de crédito.
- Subsídios do Minha Casa, Minha Vida e programas estaduais auxiliam famílias de menor renda, mas não cobrem todo o público.
- Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica mostra que a poupança para entrada varia significativamente entre gerações.
- Apenas 3% da geração Z possui R$ 100 mil ou mais para entrada, enquanto 40% dos baby boomers têm esse valor.

Simulações de financiamento feitas na plataforma Morada.ai mostram que 31% dos interessados em imóveis populares não possuem nenhum valor para a entrada. Entre aqueles que têm recursos, a mediana corresponde a 1,3% do preço do imóvel. A unidade pesquisada custa, em média, R$ 298 mil, e o comprador dispõe de cerca de R$ 3.874, muito abaixo dos 20% geralmente solicitados nos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida com a Caixa.
Poucos chegam aos 20% exigidos
Apenas 3,1% dos interessados têm 20% ou mais do valor do imóvel para oferecer de entrada. O preço da unidade equivale a 5,7 anos da renda do comprador, sem considerar juros. Na cidade de São Paulo, a entrada mediana sobe para 1,8% de um imóvel de R$ 316 mil, equivalente a 5,2 anos de renda. Entre os paulistanos, 21,7% chegam à simulação sem qualquer recurso inicial, abaixo da média nacional.
Pró-soluto sustenta vendas, mas aperta o orçamento
Para fechar a diferença, incorporadoras financiam diretamente parte da entrada por meio do pró-soluto. Durante a obra, o cliente precisa conciliar esse pagamento com as demais parcelas da unidade. Como o crédito da incorporadora não conta com a garantia do imóvel, as empresas preferem receber o máximo possível antes da entrega das chaves, quando o risco de inadimplência pode aumentar.
Empresas reduzem exposição ao crédito direto
A Tenda informou que o preço médio da unidade vendida caiu 4,4% no terceiro trimestre, para R$ 231,2 mil, após reduzir de 10% para 7% o patamar de pró-soluto pós-chave. Segundo a companhia, a mudança reflete a inadimplência elevada; o Itaú BBA também relacionou a medida a novas exigências de crédito da Caixa. Subsídios do MCMV e de programas estaduais ajudam parte das famílias, mas se concentram nas menores faixas de renda e não cobrem todo o público. O subsídio pode chegar a R$ 55.000,00 nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e até R$ 65.000,00 na Região Norte.
Poupança varia fortemente entre gerações
Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica para a Abrainc, com pessoas de renda mensal acima de R$ 2,5 mil, mostra que apenas 3% da geração Z têm R$ 100 mil ou mais para a entrada. A proporção sobe para 18% entre millennials, 33% na geração X e 40% entre baby boomers.
Mesmo sem entrada no momento da simulação, o consumidor pode avançar na jornada, mas dependerá de poupança, apoio familiar, venda de bens ou crédito complementar.
*Com informações de Valor Econômico







