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Veja o resumo da notícia
- O mercado brasileiro de grandes propriedades comerciais movimentou R$ 12,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026.
- Este foi o segundo maior valor trimestral em 12 anos de pesquisa, com 41 transações realizadas.
- Galpões logísticos lideraram as negociações, respondendo por 45% do volume total, seguidos por varejo e escritórios.
- A gestora TRX realizou oito aquisições relevantes, totalizando R$ 3,5 bilhões, incluindo galpões e participações em shoppings.
- Apesar do volume, compradores mantêm seletividade, priorizando qualidade construtiva, localização e menor risco de inadimplência.

O mercado brasileiro de grandes propriedades comerciais negociou R$ 12,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, em 41 transações, segundo levantamento da Cushman & Wakefield citado pelo Estadão. Foi o segundo maior valor trimestral em 12 anos de pesquisas. O montante equivale a cerca de 93% dos R$ 13,1 bilhões movimentados no primeiro semestre inteiro.
Galpões lideram a movimentação financeira
O segmento logístico respondeu por 12 operações e R$ 5,5 bilhões, ou 45% do volume total, apoiado na demanda por distribuição e armazenagem para o comércio eletrônico. Varejo, incluindo shopping centers e megalojas, somou 16 negócios e R$ 3,9 bilhões, parcela de 32%. Escritórios registraram 13 transações e R$ 2,8 bilhões, equivalentes a 23%.
TRX concentra aquisições relevantes
A gestora TRX realizou oito aquisições, no total de R$ 3,5 bilhões. Entre os destaques estavam três galpões da KSM Realty em Guarulhos, por R$ 1,4 bilhão, e participações em cinco shoppings da Iguatemi, por R$ 876 milhões. A combinação de dinheiro com cotas de fundos em operações da gestora ajudou a viabilizar negócios em um ambiente de liquidez restrita pelos juros elevados.
Qualidade mantém peso na decisão
A redução de espaços vagos e o aumento dos aluguéis em diferentes segmentos sustentam o interesse por imóveis comerciais. Ainda assim, Renato Paglarin, responsável pela pesquisa da Cushman & Wakefield, avalia que o trimestre foi impulsionado por algumas operações de grande porte e não confirma uma tendência consolidada de expansão dos investimentos. Os compradores seguem seletivos, priorizando padrão construtivo, localização e menor risco de inadimplência dos locatários.
*Com informações de Estadão







