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Veja o resumo da notícia
- Mercado imobiliário de São Paulo vendeu 10.813 imóveis residenciais novos em agosto de 2026, alta de 36,9%.
- VGV (Valor Geral de Vendas) caiu 12,8% na comparação anual, para R$ 4,74 bilhões, segundo Secovi-SP.
- Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 71% das transações, com 7.707 imóveis vendidos.
- Imóveis de até R$ 400 mil concentraram 80,6% das vendas, totalizando 8.712 unidades no mês.
- Apartamentos de dois dormitórios lideraram com 68% das vendas e geraram R$ 2,7 bilhões em VGV.
- Lançamentos de unidades residenciais novas em agosto cresceram 113%, chegando a 17.797 imóveis.
- Oferta final de apartamentos disponíveis para venda em São Paulo aumentou 50,7%, atingindo 98.018 unidades.
- O MCMV concentrava 60% do estoque de imóveis novos da capital, com prazo de escoamento de oito meses.

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo vendeu 10.813 imóveis residenciais novos em agosto de 2026, alta de 36,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 7.897 unidades.
Apesar do avanço no volume de negócios, o VGV (Valor Geral de Vendas) caiu 12,8% na comparação anual, para R$ 4,74 bilhões, ante R$ 5,44 bilhões em agosto de 2025. Os dados são da PMI (Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário), realizada pelo Secovi-SP com incorporadoras associadas.
A diferença entre o crescimento das vendas em unidades e a queda do VGV ocorre em um mercado no qual o MCMV (Minha Casa, Minha Vida) concentra a maior parte das transações. Em agosto, o programa respondeu por 7.707 imóveis vendidos, o equivalente a 71% do total, enquanto os demais segmentos somaram 3.106 unidades.
O Descompasso Entre Volume e Receita em SP
Vendas físicas disparam na capital paulista, mas faturamento em VGV recua
Imóveis de até R$ 400 mil concentram 80% das vendas
Os dados da pesquisa mostram ainda que, em agosto, 3.063 imóveis vendidos custavam até R$ 275 mil, equivalentes a 28% do total. Outros 5.649, ou 52%, estavam na faixa entre R$ 275 mil e R$ 400 mil. Somadas, as duas faixas representaram 8.712 unidades, ou aproximadamente 80,6% das vendas do mês. Os imóveis acima de R$ 400 mil responderam pelos 19,4% restantes.
A concentração das vendas nas faixas de menor preço ajuda a entender por que o número de unidades comercializadas pode crescer sem que o valor total das transações acompanhe o mesmo ritmo.
Em abril de 2026, os limites de preço das Faixas 1 e 2 do MCMV na capital paulista passaram para R$ 275 mil, enquanto o teto da Faixa 3 foi ampliado para R$ 400 mil. Para efeito da PMI, o Secovi informa que são considerados enquadrados no programa os imóveis financiados nas Faixas 1, 2 e 3. Ou seja, a chamada faixa da classe média (4), que financia imóveis de R$ 500 mil para R$ 600 mil, não está inclusa.
Imóveis de dois dormitórios chegam a 68% do total
Os apartamentos de dois dormitórios concentraram 7.365 vendas em agosto, equivalentes a 68% do total, e geraram R$ 2,7 bilhões em VGV, ou 57% do montante movimentado no mês.
Já os imóveis de três dormitórios somaram 312 unidades vendidas, enquanto os de quatro ou mais dormitórios tiveram 88 vendas. Juntos, esses dois grupos totalizaram 400 unidades, apenas 3,7% das vendas, mas movimentaram cerca de R$ 1,07 bilhão, o equivalente a 22,5% do VGV.
Vendas crescem mais que o VGV no acumulado de 12 meses
Assim como ocorreu no mês de agosto, quando a comparação é feita pela soma dos 12 meses também chega-se à conclusão de que o mercado vem vendendo mais unidades, porém, com um valor menor de vendas.
Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram comercializadas 121.064 unidades residenciais novas na capital paulista. O número de unidades vendidas cresceu 10% em relação aos 12 meses anteriores, de setembro de 2024 a agosto de 2025, quando as vendas somaram cerca de 109,9 mil unidades.
O Domínio do Minha Casa, Minha Vida em SP
Segmento econômico lidera vendas e lançamentos com forte concentração até R$ 400 mil
• De R$ 275 mil a R$ 400 mil: 52% (5.649 un.)
• 57% do VGV total (R$ 2,70 bilhões)
Já o VGV acumulado caiu 4% na mesma comparação, de R$ 63 bilhões para R$ 60,2 bilhões, considerando valores corrigidos pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna) a preços de agosto de 2026.
MCMV nos lançamentos chega a 77%
A cidade de São Paulo lançou 17.797 unidades residenciais novas em agosto, alta de 113% em relação às 8.354 lançadas no mesmo mês de 2025. O VGL (Valor Global Lançado) foi de R$ 3,61 bilhões, em valores corrigidos pelo INCC-DI.
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto de 2026, foram lançadas 91.361 unidades residenciais na capital. No acumulado de 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, o total chegou a 154.769 unidades, avanço de 25% em relação ao período anterior (setembro de 2024 a agosto de 2025).
O mercado econômico, que inclui os imóveis enquadrados no MCMV, respondeu por 13.649 lançamentos em agosto, ou 77% do total. Os outros mercados representaram 23% (4.148 unidades).
Oferta final cresce 51% puxada pelo MCMV
O aumento dos lançamentos elevou o volume de apartamentos disponíveis para venda na cidade de São Paulo, segundo os dados do PMI.
Oferta Final Salta 51% e Revela Ritmos Distintos
Volume disponível chega a 98 mil imóveis em SP; liquidez popular é 38% superior
Em agosto de 2026, a oferta final chegou a 98.018 unidades, alta de 50,7% em relação a agosto de 2025, quando havia 65 mil imóveis disponíveis.
O VGO (Valor Global da Oferta), atualizado pelo INCC, alcançou R$ 70,6 bilhões, ante R$ 54,8 bilhões um ano antes. O MCMV concentrava 60% do estoque de imóveis novos da capital, com 59,1 mil unidades.
Apesar do volume, o prazo estimado para escoar essa oferta era de oito meses, considerando o ritmo atual de vendas, segundo o Secovi-SP. Nos segmentos de médio e alto padrão, a estimativa era de 13 meses.







