Veja o resumo da notícia
- A pesquisa Raio-X FipeZap aponta aumento nas transações de compra de imóveis residenciais com descontos em 2025, atingindo o maior percentual desde 2013.
- A média de descontos praticados no mercado imobiliário alcançou 14% nas transações com desconto e 10% considerando todas as operações.
- O levantamento do quarto trimestre de 2025 revela uma diminuição na intenção de compra de imóveis no curto prazo, revertendo tendência de anos anteriores.
- Entre os compradores, houve um aumento na aquisição de imóveis novos em relação aos usados, impulsionado principalmente por moradia.
- A percepção sobre os preços dos imóveis residenciais diminuiu entre os entrevistados que os consideravam 'altos ou muito altos'.
- A expectativa de aumento nominal nos preços dos imóveis para os próximos 12 meses apresentou uma queda, enquanto cresceu a indecisão.

A barganha está com tudo no mercado imobiliário. Nos últimos 12 meses até dezembro de 2025, 71% das transações de compra de um imóvel residencial tiveram algum tipo de desconto, um aumento de 10 pontos percentuais em relação a um ano antes, segundo a pesquisa Raio-X FipeZap. É o maior percentual desde dezembro de 2013, quando o levantamento começou a ser realizado.
E a compra de imóvel com desconto também está em níveis recordes. A média foi de 14% entre o fim de 2024 e de 2025, considerando apenas as transações com desconto, e de 10%, se incluídas todas as operações, com preço “cheio” e reduzido. Os resultados confirmam uma propensão maior a descontos já captada em outros levantamentos ao longo de 2025, incluindo um recorte específico sobre os proprietários de imóveis da cidade de São Paulo.
A pesquisa Raio-X FipeZap é realizada uma vez por trimestre e procura captar percepções e tendências do mercado imobiliário. As informações são autodeclaradas pelos participantes, usuários ativos dos portais de classificados Zap e Vivareal. Não refletem, necessariamente, a população brasileira nem os dados efetivos das transações.
Para esta edição, foram 733 respondentes. Os pesquisadores destacam que o volume de respostas coletadas corresponde a uma média de 2,7 mil respondentes por edição/trimestre ou cerca de 10,6 mil participantes por ano.
Intenção de compra no curto prazo diminui
O último levantamento, referente ao quarto trimestre de 2025, mostra que diminuiu a intenção de compra no curto prazo. Entre os entrevistados, 33% manifestaram intenção de comprar um imóvel nos próximos três meses, uma queda em todas as comparações, seja em relação à média histórica (38%) ou aos três meses anteriores (35%). Nos anos 2020, 2021, 2022 e parte de 2023, este percentual se manteve acima ou ao redor de 40%.
Entre os que mostraram intenção de comprar um imóvel, 87% pretendem usá-lo como moradia e, sobretudo, para morar com alguém (71%). Já os que buscam um imóvel para investir (13%), a maioria procura renda com aluguel (80%) e apenas 20% dos pontenciais compradores estão de olho na valorização do imóvel para revenda futura.
Entre compradores, mais imóveis novos
O Raio-X FipeZap olha para frente e para trás, investigando também os compradores do último ano. No levantamento mais recente, uma fatia de 10% declarou ter comprado um imóvel entre 2024 e 2025, um recuo em relação ao terceiro trimestre de 2025 (12%) e à média histórica (11%).
A maioria diz ter escolhido imóveis usados (69%), uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025. Em igual proporção, aumentou a fatia daqueles que informaram ter adquirido imóveis novos, de 21% para 31%.
Mais compradores tiveram como objetivo moradia, saindo de 58% para 67%, enquanto os investidores caíram de 42% para 33%.
Percepção de preços
Entre o 4º trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, a parcela dos entrevistados que viam os preços dos imóveis residenciais como “altos ou muito altos” caiu de 78% para 73% – ainda assim, mais do que a média histórica de 66%.
Já o percentual que avaliou os preços atuais como “razoáveis” oscilou de 15% para 17%, assim como a percepção de que os preços se encontravam em níveis “baixos ou muito baixos”, que foi de 2% para 3%. Uma parcela de 7% dos respondentes da pesquisa disse não saber opinar.
Para os próximos 12 meses, caiu de 50% para 44% a proporção de pessoas que enxergam aumento nominal no preço de imóveis, na comparação entre as percepções do quarto trimestre de 2024 e o de 2025. No mesmo período, aqueles que não têm uma opinião formada sobre a tendência de preços à frente cresceu de 18% para 25%. Percentuais similares ao levantamento do fim de 2024 esperam manutenção de preço (23%) ou queda (8%).







